Rui Rio vai apresentar a sua candidatura à liderança do PSD na próxima quarta-feira. A Antena 1 refere que o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto escolheu Coimbra para lançar essa candidatura, que acontece dois dias depois de o PSD reunir o seu Conselho Nacional para marcar a data das eleições diretas no partido.

Nos últimos dias, Rui Rio esteve a ultimar o seu programa de candidatura à presidência do partido. A apresentação dessa proposta acontece, assim, a meio da próxima semana. Uma das possibilidades em cima da mesa é a de que as diretas no PSD aconteçam no final de dezembro. Até ao momento, Rio é o nome mais sólido na corrida à sucessão de Pedro Passos Coelho, depois de Luís Montenegro e de Paulo Rangel — dois nomes que seriam do agrado do atual presidente do partido — terem manifestado indisponibilidade para avançar com uma candidatura.

Para já, Rio corre sozinho na sucessão de Pedro Passos Coelho. Esta sexta-feira, em comunicado, um dos nomes apontados para a disputa dessa eleição interna, Paulo Rangel, retirou-se de cena. Alegando “razões de ordem familiar”, o eurodeputado afastou-se da corrida, admitindo que há até, no próprio PSD, outros candidatos com “melhores condições políticas” que as suas.

Na certeza de que o meu partido dispõe de quadros que, tendo até melhores condições políticas do que aquelas que eventualmente eu seria capaz de reunir, podem assegurar uma pluralidade de opções para o seu futuro, declaro que não sou candidato à liderança do PSD”, clarificou o social-democrata, peso pesado no PSD no cenário político europeu.

Também Luís Montenegro se afastou. Depois de pedir algum tempo para refletir sobre a indisponibilidade de Passos Coelho para voltar a disputar eleições internas, o ex-líder da bancada parlamentar do PSD colocou-se à margem da batalha eleitoral.

Após a reflexão que fiz entendo que, por razões pessoais e políticas, não estão reunidas as condições para, neste momento, exercer esse direito”, referiu Luís Montenegro.

Cumprindo-se o calendário normal, as eleições no PSD deveriam realizar-se no início do próximo ano. No entanto, depois de deixar claro que não pretendia disputar essas eleições — o resultado das autárquicas do último domingo retiraram ao líder do PSD margem política para continuar à frente do partido –, Passos também disse que estaria disponível para, não se demitindo, antecipar esse combate interno, se isso fosse do interesse do partido. Na próxima segunda-feira, dois dias antes do anúncio formal da candidatura de Rui Rio, os sociais-democratas vão reunir-se em Conselho Nacional para apontar no calendário uma data para a escolha do seu próximo líder.

Quanto a opções, mantém-se em aberto a possibilidade de Santana Lopes acompanhar Rio nessa disputa. O atual provedor da Santa Casa da Misericórdia, antigo primeiro-ministro, está neste momento a preparar o seu programa a uma eventual (porque não confirmada oficialmente) candidatura à liderança do PSD.