Nasceram mais bebés, emigraram menos pessoas, mas há menos gente a viver em Portugal

A taxa de natalidade aumentou e a taxa de emigração diminuiu, mas mesmo assim continua a assistir-se a uma diminuição da população residente em Portugal.

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Portugal teve, em 2016, menos 0,31% de residentes que em 2015

Jose Sena Goulao/LUSA

Portugal teve, em 2016, menos 0,31% de residentes que em 2015

Jose Sena Goulao/LUSA

O número de habitantes em Portugal continua a diminuir, como tem acontecido desde 2010, isto apesar de ter aumentado o número de bebés nascidos e ter diminuído o número de pessoas que saíram do país. As Estatísticas Demográficas do Instituto Nacional de Estatística (INE) foram divulgadas esta terça-feira.

O relatório do INE estima que em 2016 vivessem em Portugal 10.309.573 pessoas, menos 31.757 que em 2015, o que representa uma perda de 0,31% dos residentes. Durante o ano passado terão entrado em Portugal 29.925 pessoas, um número equivalente ao de entradas em 2015, e saíram um total de 38.273 pessoas, menos 5,2% do que em 2015 (40.377).

Aumentou, pelo terceiro ano consecutivo, o número de filhos por mulher (índice sintético de fecundidade): 1,36. O número de nascimentos também teve um ligeiro aumento em 2016: 87.126 nados-vivos, mais 1.626 do que em 2015, ainda assim muito abaixo dos 100 mil nascimentos/ano. O relatório refere porém que este aumento não chegou para compensar o número de óbitos — 110.535, mais 1.996 que no ano anterior.

A idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho continua acima dos 30 anos (30,3).

O número de casamentos manteve-se num valor próximo do ano anterior — 32.399 — e houve menos 1.037 divórcios do que em 2015 — um total de 22.340 em 2016. Embora o número de casamentos entre pessoas de sexo oposto tenha diminuído em 2016, esse decréscimo foi compensado pelo aumento do número de casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Nas últimas décadas tem-se verificado um constante adiar da idade do casamento, situando-se, em 2016, nos 32,8 anos para os homens e 31,3 anos para as mulheres. Já a idade média ao divórcio está situada nos 44,9 anos, sendo que cerca de 36% dos homens e 39% das mulheres que se divorciaram tinham entre 35 a 44 anos.

A esperança de vida à nascença, que corresponde ao número médio de anos que uma pessoa à nascença pode esperar viver, foi estimada em 80,62 anos, no triénio 2014-2016. Neste período, à semelhança do que aconteceu no período anterior, a esperança média de vida é maior nas mulheres — 83,33 anos, por oposição aos 77,61 anos nos homens.

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