O Messenger Kids foi lançado para iPhone esta segunda-feira, nos Estados Unidos da América, e é a primeira aposta do Facebook para o mercado infantil. A maior rede social do mundo, segundo as próprias regras, é um espaço digital interdito a menores de 13 anos e passa a ter um produto para o público que lhe faltava. Este novo messenger tem várias opções para os pais controlarem como (e com quem) os filhos interagem e tem um design pensado para os mais novos.

A nova app para crianças é muito semelhante à aplicação messenger normal, no entanto, tem características próprias para o público infantil. Uma das principais diferenças é a total ausência de publicidade e a garantia do Facebook que “a informação do seu filho não será utilizada para anúncios”. Outra das diferenças da app é a conta que é utilizada ter de estar associada a uma conta de um adulto no Facebook. Ao criar uma conta no Messenger Kids não se está a criar uma conta na rede social, sendo apenas necessário o primeiro e último nome.

A grande preocupação da empresa de Mark Zuckerberg ao lançar esta app foi em manter um adulto informado sobre o que uma criança faz ao utilizar a aplicação. Se uma mensagem for reportada por um utilizador o pai/mãe/tutor recebe uma notificação. Outra das limitações para as crianças é não poderem apagar nenhuma das mensagens enviadas.

Várias publicações online têm apresentado esta aposta do Facebook como uma forma de cativar o público mais novo a usar a rede social devido aos mais jovens estarem a optar por outros serviços como o Instagram (detido pelo Facebook) e o Snapchat (da Snap Inc.).

Uma das imagens promocionais do Messenger Kids a mostrar uma videochamada entre quatro crianças que usam a realidade aumentada para terem animações em tempo real no vídeo.

O Messenger Kids tem opções a pensar nos mais novos, como máscaras de realidade aumentada e stickers próprios (imagem como os emojis). A galeria de gifs (as imagens em movimento muito populares na Internet) é filtrada para só ter conteúdo aprovado como seguro para crianças.

Para já ainda não há informações sobre quando a aplicação chega a Portugal ou quando estará disponível em mais países (e em mais sistemas operativos além do iOS, para dispositivos móveis da Apple).