Desde outubro, as Forças Armadas transportaram, no total, cerca de um milhão de litros de água e 2.100 toneladas de ração animal, com a ajuda de 2.800 militares, percorrendo mais de 125 mil km, segundo um comunicado divulgado esta segunda-feira.

Estas ajudas surgem no âmbito da missão de proteção e salvaguarda da população e dos seus bens, na sequência da seca extrema que assolou o país e dos incêndios que afetaram principalmente a zona Centro, segundo o que disse Hélder Silva Perdigão, Porta-voz das Forças Armadas, ao Observador.

Numa primeira fase, entre 25 de outubro e 15 de dezembro, as Forças Armadas movimentaram-se através de cinco plataformas logísticas definidas pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, transportando as rações para as “povoações mais sacrificadas” pelos incêndios e pela seca.

A partir da plataforma de Vagos, e através da ajuda da Marinha, foram transportadas 247 toneladas de ração, com o recurso a 689 militares e, a partir das plataformas de Vila Nova de Poiares, Tondela, Monção e Gouveia, e com a ajuda do Exército, foram transportadas 1.399 toneladas de ração, com a ajuda de 1.805 militares.

Foi ainda transportada alimentação animal de emergência pela Marinha, com 27 toneladas distribuídas por quatro militares e recurso a duas viaturas; pelo Exército, transportando 411 toneladas de ração com a ajuda de 136 militares e 68 viaturas, e ainda pela Força Aérea, que transportou 24 toneladas de alimentação animal, com recurso a três militares e três viaturas. Esta ração animal foi doada por pessoas e entidades, de forma que os militares iam buscá-las, transportando-as até aos locais mais necessitados.

Relativamente ao transporte de água, até ao dia 10 de dezembro, as Forças Armadas, somente através do Exército, transportaram 905.500 litros de água entre Fontanheiras, Rio Mondego, e a Estação de Tratamentos de Água de Fagilde, para abastecer a zona de Viseu, aquela que mais ficou afetada com a seca que atingiu o país este ano.