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Fernando Pinto deixa a TAP. Antonoaldo Neves é o senhor que se segue

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Após mais de 17 anos na liderança executiva da TAP, Fernando Pinto vai abandonar o cargo no final deste mês. O brasileiro Antonoaldo Neves é o senhor que se segue.

Após mais de 17 anos na liderança executiva da TAP, Fernando Pinto vai abandonar o cargo no final deste mês. O brasileiro Antonoaldo Neves é o senhor que se segue. A notícia, avançada pelo Expresso , já foi confirmada pelo Observador e comunicada esta manhã pelo gestor aos trabalhadores da transportadora portuguesa. Nesta mensagem, Fernando Pinto descreve o tempo passou à frente da empresa portuguesa como o mais enriquecedor da sua vida profissional.

Fernando Pinto sai depois de ter cumprido a missão de privatizar a TAP, para o qual foi contratado em 2000 pelo então ministro socialista Jorge Coelho, e tendo ainda assegurado o período de transição de dois anos depois da venda ao consórcio privado Gateway. “A meta que tinha imposto a mim e à minha equipa foi finalmente atingida”, disse aos colaboradores. E permitiu iniciar um novo ciclo na TAP.

O mandato de Fernando Pinto terminou no final de 2017, pelo que a mudança não é surpreendente. “Fico enquanto a minha ajuda for precisa”, disse Fernando Pinto em novembro.

Os nomes dos novos membros do conselho de administração serão propostos pela Parpública e pelos privados da Atlantic Gateway — David Neeleman e Humberto Pedrosa — que têm 50% cada um, até ao dia 16 de janeiro, para depois haver confirmação na assembleia-geral de 31 de janeiro. Nesta assembleia, o Governo vai propor a recondução como membros do conselho de administração, Miguel Frasquilho, como presidente, Ana Macedo Silva, António Gomes Menezes, Bernando Trindade, Diogo Lacerda Machado e Esmeralda Dourado.

Antonoaldo Neves tem 42 anos e já estava nos quadros da TAP, como “chief commercial officer“. Mas já foi presidente da Azul, a transportadora de David Neeleman no Brasil, tendo acompanhado o processo de privatização da empresa portuguesa. O gestor integrou ainda os quadros da consultora McKinsey, do qual foi sócio global.

Na hora do adeus a Fernando Pinto, Humberto Pedrosa destacou a estabilidade que conseguiu manter na empresa e “excelente capacidade de chegar a consensos”, bem como o contributo para o crescimento.

“A TAP deve muito ao trabalho realizado por Fernando Pinto e pela sua equipa de gestão. Soube guiar a companhia num período em que sobreviver era o grande desafio e fê-lo com uma estratégia inteligente de reposicionamento do hub de Lisboa e de crescimento, com novas rotas e uma posição de liderança, designadamente entre a Europa e o Brasil.”

Para David Neeleman, Fernando Pinto é um excelente gestor de aviação. “Provou isso mesmo ao conseguir manter a TAP em rota apesar da impossibilidade de injetar capital na empresa. Conhece a TAP muito bem e os seus pontos de vista serão sempre bem-vindos para nós. Sempre que posso recordo a todos que a TAP só está aqui pelo grande trabalho realizado nos últimos 17 anos”.

Também o Ministério do Planeamento e Infraestruturas manifesta “o seu inequívoco reconhecimento pelo papel que desempenhou no equilíbrio e desenvolvimento da TAP na última década e meia”,

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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