Caso José Sócrates

Escutas da Operação Marquês entregues a arguidos com vírus

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O processo judicial que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates tem visto a sua abertura de instrução sucessivamente adiada. E volta a ter problemas: há vírus nas provas entregues a arguidos.

NUNO FOX/LUSA

As provas da Operação Marquês, incluindo escutas, foram entregues aos arguidos com vírus informáticos, o que irá contribuir para o arrastar do processo. A defesa de José Sócrates e de Ricardo Salgado — segundo divulgaram, respetivamente, o Público e a Sábado esta sexta-feira — queixam-se de as provas não terem chegado em condições de serem devidamente consultadas. Na sequência destes problemas, o juiz ainda não marcou uma data para a instrução e remeteu o processo ao Ministério Público para que resolva os problemas dos ficheiros que chegaram aos arguidos.

De acordo com o Público, quando os advogados de José Sócrates foram buscar os discos que deixaram no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) foram desde logo informados por uma escrivã que deveriam aceder ao conteúdo dos discos com anti-vírus, já que podiam estar infetados. Pedro Delille — um dos advogados de José Sócrates citado pelo Público — queixa-se que, mesmo após passarem por um perito informático, as escutas estão impercetíveis: “É impossível identificar quem está a falar”.

Também a Sábado noticiou esta sexta-feira, citando um despacho do juiz de instrução Carlos Alexandre, que o advogado de Ricardo Salgado “deu conta” ao Ministério Público “das várias vicissitudes ocorridas com os suportes informáticos que lhe foram entregues”, tendo advertido o DCIAP que “as cópias poderiam conter vírus”. Ainda por resolver, lembra a revista, está o acesso de todos os arguidos às escutas de José Sócrates que têm “conteúdo político”. Até agora, Carlos Alexandre só concedeu o acesso das escutas a José Sócrates, a Carlos Santos Silva e a Zeinal Bava. Os restantes arguidos acusados (Henrique Granadeiro, Armando Vara, Hélder Bataglia, Joaquim Barroca e Sofia Fava) não têm acesso a essas escutas.

Todos estes problemas estão a impedir que o processo avance para uma nova fase (a instrução). A abertura de instrução já tinha sido adiada, precisamente, devido ao atraso na entrega das peças processuais aos arguidos. Agora, chegaram aos arguidos, mas não nas melhores condições.

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