O túmulo de D. Dinis, no Mosteiro de Odivelas, vai ser alvo de uma nova intervenção no segundo semestre de 2018, confirmou a autarquia ao Observador. A sepultura, que não era restaurada desde meados do século XX, recebeu uma primeira intervenção de limpeza, conservação e diagnóstico em finais de 2016, o que permitiu fazer “um diagnóstico” do seu estado e do das restantes arcas tumulares antes desta segunda fase arrancar.

Segundo esclarecimentos prestados pela Câmara Municipal de Odivelas ao Observador, esta “segunda intervenção”, no valor de 250 mil euros, será realizada através do Protocolo de Cooperação existente entre o município e a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e cofinanciada pelo Programa Operacional Lisboa 2020. Além de “Estudos, Pareceres, Projetos e Consultoria”, este processo irá incluir a “recuperação das coberturas, vãos e paramentos e da cabeceira da Igreja do Mosteiro”, onde fica a sepultura do “Rei Lavrador”, e a “conservação e restauro dos túmulos”. Isto porque, do outro lado do altar-mor, na capela exatamente oposta à de D. Dinis, existe um segundo túmulo que se acredita pertencer ao Infante D. Dinis, neto do rei português e filho de D. Afonso IV.

Desde 4 de novembro de 2017 que se encontra patente na Sala António Lino do Centro de Exposições de Odivelas a exposição Os Túmulos de D. Dinis e do Infante – Um Novo Olhar que, de acordo com a autarquia, pretende “dar a conhecer, o novo saber, resultado do trabalho de intervenção de limpeza, consolidação e diagnóstico realizados” em novembro e dezembro de 2016 pela DGPC, em articulação com a Câmara Municipal de Odivelas e o Colégio Militar, a quem pertence o edifício. A mostra pode ser visitada até 28 de janeiro.