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Seleção mudou nome do grupo de WhatsApp para "Campeões Europeus" semanas antes

Este artigo tem mais de 3 anos

Seleção nacional de futsal foi recebida em Belém, onde Ricardinho disse perante Marcelo: "Começámos lá de baixo, hoje somos os senhores do futsal". Euforia começou na chegada ao aeroporto.

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JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Depois da seleção nacional de futebol e dos irmãos Sobral, o aeroporto de Lisboa voltou este domingo a ser o primeiro palco da festa dos novos heróis nacionais: a seleção nacional de futsal. Foi isso mesmo que pediu o capitão da seleção, Ricardinho, num apelo feito após a vitória através das redes sociais. Em mais uma final memorável para o desporto nacional, Portugal venceu Espanha (por 3-2, já após prolongamento) e trouxe o título europeu de futsal para Lisboa. Após sair do Aeroporto Humberto General Humberto Delgado, a seleção nacional de futsal seguiu para o Palácio de Belém, onde Ricardinho disse perante o Presidente da República: “O futsal conseguiu tocar o céu“.

Ao chegar ao aeroporto, o jogador Ricardinho trazia a taça na mão e não mais a largou. As primeiras palavras do capitão da seleção à receção foram: “Incrível, um momento lindo. Muito lindo ver as famílias, os filhos dos jogadores e das famílias“. E acrescentou: “Este troféu é para todos os portugueses.” Os jogadores deram depois abraços aos vários familiares que os aguardavam no aeroporto.

Ricardinho não conseguia esconder a felicidade e revelou que os jogadores estiveram “muitas saudades dos filhos” nestes dias. E manteve a fasquia elevada para o futuro: “Queremos estar lá mais vezes“. O capitão é perfeccionista e recusou-se a considerar a final “perfeita”: “Não foi perfeita porque não ganhámos a final dos 40 minutos”.

O capitão da seleção fala de um “ambiente fantástico” e diz que até se esquece da lesão. “Amanhã [penso nisso]. Hoje eu quero festejar. Seja só a saltar com um pé. Hoje não dói nada.” Sobre o facto de ir ter um pavilhão com o seu nome, no município de Gondomar, Ricardinho reiterou que a vitória não foi dele mas “dos 14 jogadores” e de “11 milhões de portugueses”:” Cada um destes jogadores deveria ter um pavilhão com o seu nome”.

Sobre o facto da selecção não ter jogadores naturalizados, Ricardinho não foi de meias medidas e deixou para trás o politicamente correto: “Já nos criticaram por não levar jogadores naturalizados, mas o que é português é bom”.

O jogador que marcou o golo decisivo, Bruno Coelho, também considerou a conquista “excelente”, confessou que tinha dito ao Ricardinho antes de marcar: “Fica descansado que eu faço“. O guarda-redes Bebé também confessou que “não esperava a receção” e definiu a conquista como “uma coisa do outro mundo”.

O selecionador nacional confessou à chegada que o “sonho” de ganhar o Europeu “não era um sonho, era um objetivo. Concretizável”. Sobre uma conquista do mundial, Jorge Brás desvalorizou ter renovado até 2020: “Isso é o menos importante. O que importa é continuar a qualificação do futsal”.

Os adeptos cantaram algumas vezes o hino nacional tanto enquanto esperavam pela equipa no aeroporto, como após a chegada da equipa. O habitual grito por “Portugal” também já foi entoado várias vezes. À chegada ouviram-se cânticos de “Campeões, campeões” e uma das músicas cantadas pela seleção nacional na noite de sábado: “Pouco importa, pouco importa/ Se jogamos bem ou mal/ Queremos é levar a taça/ Para o nosso Portugal!”

https://twitter.com/ritapcipriano/status/962683365223796736

O “doentio” Ricardinho disse ao Presidente: “Futsal conseguiu tocar o Céu”

Os jogadores seguiram para o Palácio de Belém, onde o capitão da seleção, Ricardinho foi o primeiro a falar. Ricardinho começou por dizer que é “somente a cara deste grupo de trabalho que partiu de Rio Maior para a Eslovénia para fazer história”. Ricardinho congratulou-se por ter tornado o “sonho” em “realidade” e afirmou: “Futsal conseguiu tocar o céu. Futsal também é desporto. Começámos lá de baixo, hoje somos os senhores do futsal, somos um exemplo e estamos eternamente agradecidos. Temos orgulho em ser portugueses”.

Marcelo Rebelo de Sousa: vitória da seleção de futsal faz bem à “auto-estima nacional”

Marcelo Rebelo de Sousa — que falou depois do ministro da Educação (que confessou ter jogado futsal no “desporto escolar) e de Ferro Rodrigues — começou por dizer: “Quero dar-vos um abraço de reconhecimento, admiração e gratidão. A segunda palavra resulta daquilo que pensei esta noite depois de termos vibrado. Tendo ouvido o que foram dizendo jogo após a jogo, o que estava na base deste sucesso? Vocês sonharam com esta vitória, o Ricardinho até era doentio, ‘tem de ser, tem de ser’, até contagiava Portugal.”

Marcelo destacou ainda a “união” e a “humildade” equipa, explicando que humildade “não é a falta de capacidade de sonhar. Humildade siginfica ganhar cada jogo com consistência. Cada novo jogo era um recomeço”. E depois continuou Marcelo, “houve rigor no trabalho. O Mundo está cheio de génios e talentos que não chegaram a sítio nenhum por falta de rigor no trabalho. No vosso caso existiu muito trabalho competente”.  Marcelo terminou o discurso com uma palavra de agradecimento: “É bom estar perante os melhores dos melhores. Vocês são os melhores dos melhores e daí a nossa gratidão. Mandei uma mensagem ao vosso presidente a dizer que vocês são geniais.

O SMS de setembro e o WhatsApp: “Mister, vamos ser campeões”

Após Belém, a seleção seguiu para a Cidade do Futebol da Federação Portuguesa de Futebol, em Cascais. No caminho, nas rotundas e algumas das estradas de acesso, foram sendo vários os adeptos que aplaudiram os jogadores portugueses. Num palco montado na Cidade do Futebol ouviu-se nas colunas o “Tu Também”, dos Xutos &Pontapés: “Há dez mil anos atrás/A areia da praia/Já cá estava”.

Na cidade do futebol, o treinador Jorge Brás voltou a falar antes do grupo, contando que logo no dia do sorteio para o campeonato da Europa, no final de setembro, recebeu um SMS do jogador que marcou o golo decisivo na final, Bruno Coelho, a dizer: “Mister, vamos ser campeões”. O capitão Ricardinho, para demonstrar que foram vários os sinais de confiança do grupo, confessou que ainda durante o estágio, em Rio Maior, os jogadores da seleção mudaram o nome do grupo de WhatsApp em que todos participam para “Campeões Europeus”.

Vários jogadores falaram à imprensa. Bruno Coelho lembrou que “estava destinado”, João Matos disse que “não é descabido sonhar também com o campeonato mundial” e Pedro Cary disse que a “amizade, união” e  “compromisso” que permitiu alcançar “o melhor” do grupo.

Foi igual ao Europeu de futebol. Igual, igual. Mas com um Éder ainda mais herói (a crónica do Europeu de futsal)

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