Depois da revolta ao almoço, o líder da distrital do Porto terá conseguido cerca de uma dezena lugares para a maior distrital do PSD que o deixaram satisfeito. “A distrital está satisfeita porque aumentou o número nos órgãos. Como presidente estou satisfeito. Neste momento estamos muito bem representados”, explicou o líder distrital que apoiou Santana nas últimas diretas. Ao almoço, tinha havido uma revolta. Os cerca de 150 delegados da distrital do Porto, que almoçaram juntos no Hotel Ópera Vila Galé, ouviram o líder da estrutura dizer que não tinha lugares para distribuir e o líder distrital foi, de imediato, alvo de várias críticas. Agora, garante que tudo mudou: “Só posso estar satisfeito. Fiz bem em zangar-me.”

Em declarações ao Observador, Bragança Fernandes garante que a distrital tem agora mais lugares nos órgãos do que tinha anteriormente e enumera: tem dois militantes na Comissão Política Nacional; um na Mesa do Congresso “pela primeira vez”; “dois no Conselho de Jurisdição Nacional”; “cinco ou seis lugares nos primeiros 30 da lista oficial”; e a “presidente da Comissão de Auditoria Financeira”.

Ao almoço Bragança Fernandes tinha explicado que não conseguiu negociar, nem com Santana nem com Rio e chegou a confessar que nem Salvador Malheiro nem João Montenegro lhe “atendem o telefone”. O líder da distrital do Porto  solicitou então aos delegados que procurassem integrar-se nas listas, pois não tinha conseguido negociar lugares com ninguém. Vários dos delegados do Porto levantaram-se e demonstraram o seu descontentamento. Várias fontes presentes no almoço acusaram desde logo Bragança Fernandes de ter “uma liderança fraca”, uma vez que não conseguiu defender a distrital do Porto (que tem 113 delegados eleitos diretamente, aos quais se juntam as inerências e os delegados da JSD do Porto).