Não há volta a dar, a solução governativa PS+BE+PCP+Verdes continua a ser inspiradora para os sociais-democratas. E não é só inspiração para os ataques políticos desferidos a partir o palco do congresso à “geringonça” — mas sobretudo para a forma como o fazem.

Já lhe chamaram de quase tudo: desde “trapézio”, a “troika”, passando por “arranjo” ou “neo-socialismo bloquista. Há quem ganhe pela variedade e há quem bata tudo pela originalidade. Uma coisa é certa: o nome de batismo inventado por Paulo Portas, “geringonça”, já não chega aos sociais-democratas. É ver:

— “Solução acrobática”  (Álvaro Amaro, o presidente dos autarcas do PSD, só estava a começar).

— “Trapézio” (outra vez Álvaro Amaro).

— “Troika” (… foi ele, mais uma vez).

— “Tripé” (não vale a pena repetir o autor, pois não?).

— “Governação da esquerda” (António Batista Leite, o deputado que diz que não há “droga” que cure o país desta solução).

— “Governo de todas as esquerdas unidas” (Nuno Morais Sarmento, convencido que isto é ainda “mais grave” do que ser simplesmente socialista).

— “Frente de esquerda” (ainda Sarmento, o mais dramático, que chegou a dizer que se está a caminhar para “um Estado pária como a Coreia do Norte”).

— “Arranjo político do PS” (Cristóvão Norte, o social-democrata preocupado com o pós-costismo no PS).

— “Socialistas-bloquistas” (Luís Montenegro a aquecer a voz).

— “Neo-socialismo bloquista” (e aqui Montenegro remata para golo).

— “Força mais reacionária” (Alberto João Jardim, o mestre da linguagem colorida, não esteve nos seus dias).

— “PS e extrema esquerda” (Para Paulo Rangel dizer “esquerda” é pouco)–

— “PS e os seus cúmplices de esquerda radical” (Lá está, “esquerda” não lhe chega).