França

Autor confesso da morte de Maëlys de Araújo começou “a dar explicações”

O autor confesso da morte de Maëlys começou a "dar explicações" sobre o que aconteceu no dia do desaparecimento da lusodescendente. A Procuradoria diz que é preciso reservá-las.

Gendarmerie Nationale / HANDOUT/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O autor confesso da morte da menina lusodescendente Maëlys de Araújo, Nordahl Lelandais, começou “a dar explicações” aos juízes de instrução que o interrogam, de acordo com a agência AFP.

A France-Presse cita o Ministério Público, que indicou que não vai dar conferência de imprensa no final da audiência. “Nordahl Lelandais dá as suas explicações. É preciso reservá-las aos pais da vítima e confrontá-las com a investigação”, explicou à AFP a procuradoria, precisando que a audiência ainda decorre.

Nordahl Lelandais foi esta segunda-feira presente aos juízes de instrução do tribunal de Grenoble, depois de ter confessado ter matado a lusodescendente Maëlys de Araújo “involuntariamente” e de se ter remetido ao silêncio na audiência de 22 de fevereiro.

De acordo com o jornal Le Parisien de 15 de março, as autoridades recolheram mais uma prova da presença da menina de nove anos na residência da família de Lelandais, em Domessin, a pouco mais de 70 quilómetros de Lyon, que poderá ajudar a perceber as circunstâncias da morte da lusodescendente.

Os investigadores analisaram a casa do ex-militar, de 34 anos, incidindo atenção especial no sofá da sala e na garagem, usada para depósito de materiais. Maëlys desapareceu a 27 de agosto do ano passado em Pont-de-Beauvoisin, no leste de França. Lelandais foi detido em 31 de agosto e foi formalmente acusado do homicídio da lusodescendente.

A 14 de fevereiro, indicou à polícia o local onde enterrou os restos mortais da criança, tendo sido encontrado “quase todo o esqueleto”, segundo o procurador de Grenoble, Jean-Yves Coquillard. Dois dias depois, foi hospitalizado no Centro Hospitalar de Vinatier, numa unidade que recebe pessoas em detenção.

Nordahl Lelandais, cujo perfil psicológico continua a confundir os investigadores, é o principal suspeito de um outro homicídio, o do cabo Arthur Noyer, ocorrido em abril passado naquela mesma região, em Chambéry.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)