Eleito em 2006 e reeleito em 2012 senador pelo estado do Vermont, o norte-americano Bernie Sanders anunciou esta segunda-feira a sua recandidatura ao cargo. Numa declaração apontada ao futuro, Sanders afirmou que as eleições deste ano “serão um momento decisivo” na história dos Estados Unidos da América. “Temos de lutar por uma agenda que beneficie os trabalhadores”, disse ainda, citado pela CNN.

Senador independente, Bernie Sanders, de 76 anos, disputou em 2016 as eleições primárias do Partido Democrata para a presidência do país, tendo perdido para Hillary Clinton, que por sua vez acabou derrotada pelo republicano Donald Trump. Desde então, o senador do Vermont — que procura chegar a um terceiro mandato — tem sido recorrentemente apontado como possível candidato à presidência do país nas eleições de 2020, ano em que termina o primeiro mandato de “The Donald”.

Na sua declaração de recandidatura, Bernie Sanders listou um conjunto de prioridades que defende para os próximos anos no país, do estabelecimento de um salário mínimo nacional de 15 dólares por hora (12,74 euros, à taxa de câmbio atual) a propinas gratuitas nas universidades públicas norte-americanas, passando pelas melhorias no acesso dos cidadãos à saúde.

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Nas primárias de 2016, Bernie Sanders assumiu posições críticas do rumo tomado nos últimos anos pelo partido Democrata, que este acusa de ter-se tornado mais representativo dos interesses das grandes empresas do que do seu eleitorado tradicional (os trabalhadores). Apesar de a sua campanha ter conseguido grande popularidade entre os mais jovens e o eleitorado situado mais à esquerda, Sanders não conseguiu a nomeação democrata.