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MH17

Há mais provas de que o voo MH17 foi abatido por sistema de mísseis russos

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Há mais provas de que o voo MH17 entre Amesterdão e Kuala Lumpur foi abatido por mísseis militares russos aos sobrevoar a Ucrânia em 2014, sugere uma investigação holandesa feito ao acidente.

AFP/Getty Images

O Boeing 777 da Malaysia Airlines que caiu na viagem entre Amesterdão e Kuala Lumpur em julho de 2014 foi abatido por um sistema de mísseis militares russos. Uma investigação holandesa diz ter encontrado evidências fortes de que o voo MH17 foi atingido por mísseis russos ao sobrevoar a Ucrânia há quase quatro anos, matando todas as 298 pessoas que iam a bordo.

Esta é uma desconfiança que já existe desde 2016 quando a investigação holandesa encontrou sinais de que o sistema 9K37 Buk, um sistema de defesa antiaéreo com mísseis terra-ar inventado pela União Soviética para interceptar aeronaves, tinha sido usado por altura da queda do voo da Malaysia Airlines. De acordo com essa investigação, o sistema tinha saída da Rússia e atravessado a fronteira com a Ucrânia para depois ser instalado no leste do país. Depois de o avião ter sido abatido, o sistema regressou à Rússia.

Essas desconfianças foram confirmadas agora. Os investigadores mostraram fotografias e vídeos que acreditam provar a culpa russa numa conferência de imprensa esta quinta-feira em Haia: “Temos agora provas legais e convincentes que vão ser levadas à justiça”, disseram os holandeses envolvidos na pesquisa. A Rússia nega ter sido o responsável pela queda do avião e aponta o dedo à Ucrânia, mas usou o veto adquirido através das Nações Unidas para não ser presente a um tribunal internacional.

As suspeitas de crime surgiram depois do lançamento do relatório preliminar sobre a queda do voo MH17 da Malaysia Airlines. O documento dizia não haver “provas de falha técnica ou erro humano” e esclarecia que o avião tinha sido “atingido por numerosos objetos de alta energia” que o “perfuraram quando ia a alta velocidade”. Nessa altura não se falava em mísseis, no entanto: “O avião desintegrou-se no ar provavelmente como resultado de danos estruturais causados ​​por um grande número de objetos de alta velocidade que perfuraram a aeronave a partir de fora”, dizia o Conselho de Segurança Holandês em setembro de 2014 com base nas informações armazenadas nas caixas negras do aparelho.

Em outubro de 2015, um vídeo consultado por investigadores internacionais introduzia a ideia de que o avião da Malaysian Airlines tinha sido abatido por um míssil BUK  disparado do leste da Ucrânia. A Rússia disse que tinha “sérias dúvidas” sobre os objetivos da investigação internacional conduzida pela Holanda sobre as circunstâncias da queda do voo MH17: “Sérias dúvidas permanecem sobre se o verdadeiro objetivo da investigação conduzida pela Holanda é estabelecer as verdadeiras razões da catástrofe e não justificar as acusações que tinham sido avançadas”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

A Holanda não desistiu da teoria do envolvimento russo: passados dois anos do acidente, a Procuradoria da Holanda afirmou que ia “estudar seriamente” as alegações de um grupo de jornalistas cidadãos do site Bellingcat que dão conta do envolvimento de soldados russos no abate do voo MH17 na Ucrânia, em julho de 2014. Em setembro de 2016, a equipa de investigadores liderada pela Holanda concluiu que o sistema de mísseis terra-ar usado para abater o avião pertencia mesmo à Rússia. Agora os investigadores revelam essas provas documentais e dizem ter encontrado mais evidências da culpa russa.

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