O número de edifícios com construção concluída em 2017 — incluindo construção nova, ampliações, alterações e reconstruções — subiu 12,1% face a 2016, mas representou menos 88,3% de fogos do que em 2000, revelou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O instituto, em comunicado publicado no seu portal, informou que, em 2017, o número de edifícios licenciados em Portugal cresceu 9,9% face ao ano anterior, para 18,6 mil edifícios. Este aumento dos edifícios licenciados representou uma revisão em baixa das estatísticas preliminares divulgadas pelo INE em março, e que somavam um aumento de 10,6% dos edifícios licenciados, para 18,5 mil.

Nas estatísticas divulgadas, relativamente às obras concluídas, o INE registou um acréscimo de 9,7% no número de edifícios concluídos face ao ano anterior correspondendo a 14.073 edifícios, na sua maioria (67,7%) edifícios residenciais dos quais 71,0% relativos a construções novas, enquanto as obras de reabilitação concluídas cresceram 4,9%, para 29,6% em 2017.

O número de fogos concluídos (cerca de 13,4 mil) registou um acréscimo de 12,1% face ao ano anterior, concluindo o INE que a evolução do Índice de Fogos Concluídos, tendo como referência o número de fogos concluídos em 2000, acompanhou a tendência negativa da construção até 2015, verificando-se uma alteração da tendência em 2016 e 2017. “Em 2017 concluíram-se menos 88,3% de fogos que no ano 2000”, afirma o INE na publicação divulgada.

Quanto às estimativas do parque habitacional, o INE informa que, em 2017, existiam em Portugal cerca de 3,6 milhões de edifícios de habitação familiar clássica e 5,9 milhões de alojamentos familiares clássicos, o que representa aumentos de 0,19% e 0,16%, respetivamente, face ao ano anterior.