Web Summit

BE saúda retirada de convite a Le Pen mas aponta falta posição do Governo e CML

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O Bloco de Esquerda aplaudiu esta quarta-feira a decisão da Web Summit de cancelar o convite feito a Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa, mas apontou o dedo ao Governo e à CML.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O Bloco de Esquerda saudou esta quarta-feira a decisão da Web Summit de retirar o convite à líder francesa de extrema-direita, Marine Le Pen, defendendo que seria importante uma posição do Governo e da Câmara Municipal de Lisboa.

É a decisão mais acertada, também considerando as pressões que foram feitas e a própria pressão social que existiu relativamente ao convite que tinha sido feito à Marine Le Pen” para participar na Web Summit, disse à agência Lusa a deputada e dirigente do BE Isabel Pires.

No entanto, “apesar de saudarmos esta decisão, a única incógnita que se mantém é de facto [que] o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa não tiveram uma única palavra sobre o assunto e isso lamentamos”, acrescentou. Para Isabel Pires, “seria importante haver uma tomada de posição considerando que existem dinheiros públicos nesta organização”.

A declaração do organizador retirando o convite a Marine Le Pen “denota que assumiram o erro e não tinham talvez noção da importância que teria este convite”, referiu ainda a deputada do Bloco de Esquerda. O presidente executivo da Web Summit, o irlandês Paddy Cosgrave, anunciou esta quarta, no Twitter, que decidiu retirar o convite à líder da extrema-direita francesa para estar presente em novembro na iniciativa, que vai realizar-se em Portugal pela terceira vez.

O convite para Marine Le Pen se deslocar a Lisboa para participar no evento tecnológico originou uma polémica, com a SOS Racismo a exigir, na segunda-feira, que as entidades ligadas à organização da Web Summit tomassem uma posição pública, seguida por posição semelhante do Bloco de Esquerda, na terça-feira.

Cosgrave reagiu num primeiro momento explicando a decisão e afirmando que se o Governo português pedisse, aceitaria retirar o convite. Já hoje, o Ministério da Economia anunciou em comunicado que não tem intervenção na “seleção de oradores” do Web Summit e que valoriza a sua realização em Portugal, posição que Isabel Pires considerou insuficiente.

Numa série de tweets, Paddy Cosgrave explicou que a sua equipa, “com base nos conselhos” que recebeu e “na ampla reação online ao longo da noite”, concluiu que a presença de Le Pen “é desrespeitosa em particular para o país anfitrião” e “para alguns entre as dezenas de milhares de participantes” de todo o mundo que acorrem ao evento tecnológico e de inovação.

Cosgrave frisou que “a questão do ódio, liberdade de expressão e plataformas tecnológicas é decisiva em 2018”, pelo que a Web Summit “vai redobrar esforços para abordar esta difícil questão com mais cuidado”.

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