Segurança

É possível roubar um Tesla? Claro que sim, mas…

Mesmo com a electrónica a controlar a maioria das nossas vidas, é impossível impedir o roubo do que quer que seja e os automóveis não são excepção. Mas será mais fácil (ou não) roubar um Tesla?

Os fabricantes de automóveis têm cada vez mais ferramentas à sua disposição para impedir (ou tentar) todos os que querem levar para casa um carro que não é o seu. É claro que se os construtores recorrem à tecnologia para manter os ladrões do lado de fora dos veículos que vendem, os larápios utilizam essa mesma tecnologia para forçar a entrada e sair de cena conduzindo, ainda que isso os obrigue a maiores conhecimentos tecnológicos, em vez de serem apenas exímios a manusear o pé de cabra.

O sistema de abertura de portas sem chave (keyless) e o arranque por pressão do botão, em vez de introduzir a chave na ranhura e rodá-la para pôr o carro a funcionar, pode facilitar a vida ao condutor, mas facilita ainda mais a tarefa dos criminosos. E as apps que permitem controlar o carro à distância são um problema (ou uma fragilidade, ao nível da segurança) ainda maior, sendo esta uma realidade transversal a todos os fabricantes. No vídeo abaixo, um hacker da Promon mostra como pode roubar um Tesla em segundos.

E depois do carro roubado?

Não há um número suficiente de modelos da Tesla a circular na Europa para o número de roubos e recuperações poder ser comparado com os veículos de outros construtores, especialmente os do segmento de luxo. Mas nos EUA, onde a marca vende mais e há mais tempo, a base de dados permite realizar comparações eficazes.

Segundo a Autoridade de Segurança Rodoviária Norte-americana (NHTSA), nos EUA rouba-se um veículo a cada 41 segundos, ou seja, 765.000 carros por ano – ainda assim, um valor bem inferior ao que era habitual há 10 anos, onde se ultrapassava um milhão. E ainda de acordo com a NHTSA, apenas 58,4% dos veículos furtados eram recuperados (dados de 2016). Contudo, se considerarmos exclusivamente os Tesla, a taxa de recuperação ronda 95%. Por exemplo, em 2017 desapareceram 57 Tesla, a que se juntaram mais 23 unidades nos primeiros cinco meses de 2018, com apenas três deles a não serem recuperados pelas autoridades. Em parte, a justificação para esta taxa de sucesso tem a ver com o facto de os modelos da marca americana de veículos eléctricos estarem permanentemente ligados à rede, sendo possível saber sempre onde estão e até serem parados e desligados à distância, remotamente.

Para reforçar a segurança, a marca americana disponibilizou recentemente a funcionalidade “Passive Entry” numa actualização over-the-air, para já apenas para o Model S, sendo de prever que mesmo aconteça ao X. Basicamente, a função desactiva a apresentação automática das pegas das portas, por aproximação do condutor, exigindo que este destranque o veículo recorrendo à chave física. Se tiver curiosidade, o vídeo abaixo (a partir de 6.02) demonstra como funciona esta nova feature.

Se a Tesla possui o sistema mais sofisticado a este nível, há outros fabricantes que recorrem a soluções mais simples, mas que ainda assim têm conseguido obter melhorias na recuperação de veículos. É o caso da General Motors (GM) que, através do sistema de conectividade OnStar (que a Opel também utiliza na Europa), já localizou 100.000 automóveis roubados desde 1996, sem que o construtor especifique se chegaram a ser recuperados. A GM afirma sim que introduziu em 2008 um sistema em que remotamente pode reduzir a velocidade do veículo quando está a ser perseguido pela polícia, solução que é actualmente utilizada numa média de 22 casos por mês.

Entretanto, e independentemente dos esforços dos fabricantes, o melhor mesmo é não confiar cegamente na capacidade de recuperação dos veículos roubados, sendo preferível adoptar algumas medidas para manter os hackers fora dos seus computadores e telemóveis. Acredite ou não, é a forma mais eficaz de evitar surpresas desagradáveis.

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