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Assédio Sexual

Woody Allen deve fazer pausa na carreira. Suspeitas de abuso sexual afastaram investidores

Woody Allen deve fazer uma pausa na carreira até ao final do ano. Fontes próximas do realizador de cinema dizem que o movimento #MeToo foi "tóxico" para ele: "Os filmes não geram dinheiro".

Getty Images

O realizador Woody Allen terá decidido fazer uma pausa na carreira, noticiou a Page Six, do New York Post, citando um produtor de Hollywood: “O Woody adora trabalhar e nunca tira férias. Mas vai tirar algum tempo para si este ano até conseguir encontrar um investidor”. Segundo a revista norte-americana, o realizador pretende fazer uma pausa depois “A Rainy Day in New York”, um filme que será lançado pela Amazon antes do final do ano. O porta-voz de Allen diz que “nada disso é verdade”. A Amazon não comenta.

As notícias surgem depois de a filha adotiva de Woody Allen ter dito que o realizador tinha abusado sexualmente dela quando tinha 26 anos. A mesma fonte disse ao Page Six que “o Woody contrata sempre ótimos atores” mas “com o movimento #MeToo ele tornou-se tóxico”. O produtor de Hollywood entrevistado pela Page Six acrescentou ainda: “Os filmes que ele faz já não geram dinheiro. Durante anos andou de um investidor para outro, até foi para a Europa, mas agora está sem opções”.

Se Woody Allen fizer realmente uma pausa na carreira a seguir ao lançamento do mais recente filme realizado por ele, isso implica que o cineasta quebre o contrato que estabeleceu com a Amazon: a Page Six diz que as duas partes acordaram produzir mais três filmes depois de “A Rainy Day in New York”, o segundo de uma série de cinco. Mas isso pode não ser um problema: no início do ano, o Hollywood Reporter afirmou que o acordo podia ficar sem efeito “mesmo que tal simbolizasse um pagamento pesado”.

O caso de Woody Allen faz recordar o de Kevin Spacey, um dos homens de Hollywood acusados de terem abusado sexualmente de mulheres ao longo da carreira. “Clube dos Bilionários”, o último filme em que Kevin Spacey participou antes da criação do movimento #MeToo, só rendeu 126 dólares na noite de estreia nos Estados Unidos. O filme estreou em apenas 10 cidades norte-americanas, mas nem o facto de Kevin Spacey ter um papel secundário evitou que se tornasse na produção que menos dinheiro gerou no momento da publicação.

Quanto a Woody Allen, falta-lhe agora um patrocinador que queira investir num projeto ainda sem nome que o realizador tem pensado para 2020. Com 82 anos de idade, Woody Allen fez sempre pelo menos um filme por ano desde 1981.

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