Instituto Nacional Estatística

Confiança do consumidor baixou nos meses de verão, afastando-se do recorde

Depois de no segundo trimestre ter atingido o valor mais elevado de que há registo, o indicador de clima dos consumidores caiu entre junho e agosto, com todas as componentes a descerem.

TIAGO MARQUES/LUSA

A confiança dos consumidores em Portugal baixou no trimestre entre junho e agosto, depois de em maio ter atingido o valor mais elevado de que há registo (a série do INE começou em 1997). Houve um contributo negativo de todas as componentes do índice, em particular as perspetivas relativas à evolução do desemprego e à situação económica do país. Já o indicador de clima económico estabilizou em agosto, após ter atingindo em julho o valor máximo desde maio de 2002.

Os consumidores estão menos otimistas quanto à evolução da situação económica do país, com esse indicador a diminuir no mês de agosto, dando continuidade ao movimento descendente que se regista desde o início de 2018. O Instituto Nacional de Estatística (INE) acrescenta que, “no mesmo sentido, o saldo das expectativas relativas à evolução da situação económica do país diminuiu nos últimos cinco meses, prolongando o perfil decrescente iniciado em setembro de 2017”.

Sobre a evolução da situação financeira do agregado familiar, o índice diminuiu em julho e agosto, de forma ténue no último caso, após ter registado nos dois meses anteriores o valor máximo da série desde março de 2000. Já sobre a poupança, o indicador também diminuiu entre junho e agosto, depois de ter aumentado nos cinco primeiros meses do ano e de ter atingido, em maio, o valor máximo da série desde abril de 2000.

Por outro lado, “o saldo das perspetivas relativas à evolução do desemprego aumentou expressivamente em julho e agosto, após ter diminuído nos quatro meses anteriores”, sublinha o INE.

Este é um inquérito que o INE faz aos consumidores e que contém as seguintes perguntas:

  • Em sua opinião, a situação financeira do seu lar (agregado familiar), nos próximos 12 meses irá: 1. Melhorar muito; 2. Melhorar um pouco; 3. Manter-se; 4. Piorar um pouco; 5. Piorar muito; 6. Não sabe.
    Em sua opinião, a situação económica geral do País, nos próximos 12 meses irá: 1. Melhorar muito; 2. Melhorar um pouco; 3. Manter-se; 4. Piorar um pouco; 5. Piorar muito; 6. Não sabe.
    Em sua opinião, nos próximos 12 meses, o desemprego no País, irá: 1. Aumentar muito; 2. Aumentar um pouco; 3. Ficar na mesma; 4. Diminuir pouco; 5. Diminuir muito; 6. Não sabe.
    Nos próximos 12 meses pensa que, pessoalmente lhe será possível poupar/pôr algum dinheiro de lado: 1. Sim, de certeza absoluta; 2. Provavelmente sim; 3. Provavelmente não; 4. Não, de certeza absoluta; 5. Não sabe.

O indicador de confiança do consumidor do INE é um indicador qualitativo, resultante de saldos de respostas. E não é indicativo de níveis absolutos de bem-estar mas, sim, de uma apreciação qualitativa face à tendência de determinada situação. O que significa que não se pode dizer que as pessoas estão a ver a economia tão bem quanto viam em 1997 (em economês, o stock) mas, sim, que desde 1997 que não era tão predominante a opinião de que as coisas irão melhorar face à situação atual (o fluxo, ou seja, a variação).

Fonte: INE

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