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CDS-PP quer “brigadas de emergência” para sinalizar lixo nas ruas de Lisboa

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A vereação do CDS-PP na Câmara de Lisboa criticou a falta de limpeza na cidade e anunciou que vai propor um pacote de medidas nesta área.

RODRIGO ANTUNES/LUSA

A vereação do CDS-PP na Câmara de Lisboa criticou esta quarta-feira a falta de limpeza na cidade e anunciou que vai propor um pacote de medidas nesta área, entre as quais a constituição de “brigadas de emergência” para o lixo.

Assunção Cristas percorreu esta quarta-feira algumas ruas do Cais do Sodré, acompanhada por uma comitiva onde se incluía o vereador João Gonçalves Pereira. No final do périplo, a centrista disse aos jornalistas que “nas próximas semanas” a vereação do CDS-PP vai apresentar um “programa integrado” para ajudar a combater os problemas que a cidade enfrenta ao nível da higiene urbana.

Entre as medidas anunciadas estão a constituição de “brigadas de emergência para as situações onde as recorrências são grandes e onde a pressão é maior, uma linha telefónica para se poder sinalizar casos de lixo descontrolado” e também “ações de sensibilização da população”. Este programa tem como objetivos garantir que Lisboa é “de facto uma cidade limpa, asseada e em condições”.

“O que está a ser feito até agora não chega, é preciso intensificar o trabalho nesta matéria”, disse a vereadora, assinalando que “tem de haver mais investimento por parte da cidade, mais consistência da ação” da Câmara e das juntas de freguesia, uma vez que “a higiene urbana, a limpeza e a remoção de lixo são a base da existência de uma cidade, e a base das responsabilidades de um município”. Na opinião da também líder do CDS-PP, é também necessária uma reorganização do serviço de higiene urbana, dado que atualmente “não está a conseguir dar conta do recado”.

“Estamos a falar de qualidade de vida, de higiene, de saúde pública, daquilo que é um ambiente urbano que se tem vindo a degradar muito. Apesar das promessas de Fernando Medina, a verdade é que a cidade está cada vez mais suja”, sublinhou. Continuando as críticas, Assunção Cristas afirmou que Lisboa é “neste momento uma cidade muito suja, completamente desleixada, em muitos casos parece quase uma lixeira a céu aberto”, onde “a rua cola, está muito porca, com arte que não é lavada há largos meses”.

Quanto às causas para esta situação ter vindo a piorar, a autarca apontou que “Lisboa neste momento tem uma grande pressão de turismo”, mas por outro lado também “há muitas áreas onde não há turismo nenhum e infelizmente os moradores queixam-se diariamente daquilo que é a degradação das condições de higiene urbana”. “Se o turismo nos traz dinheiro e taxas, também tem que permitir limpar a cidade e ter a cidade num brinco”.

Durante a visita ao Cais do Sodré, a comitiva encontrou lixo nas ruas, falta de limpeza dos pavimentos e ‘graffitis’ nas paredes, mas o trabalho de casa já vinha feito. Fazendo-se acompanhar de fotografias que o seu gabinete “recebe diariamente”, Cristas mostrou aos jornalistas vários pontos da cidade onde se veem “contentores a abarrotar” e onde a “remoção de ‘graffitis’ não está a funcionar”.

Quanto ao anúncio da Câmara, feito na terça-feira, de que serão contratados mais trabalhadores para reforçar esta área, Assunção Cristas lembrou que foi feito depois de ser marcada esta volta com a imprensa e que “não há propriamente coincidências”, mas espera que venha a ser concretizado. “Nós queremos acreditar que isso é verdade, e se for verdade ainda bem, é por pressão também do CDS. […] Mas, infelizmente, já ouvimos muitas notícias, em muitas alturas, nomeadamente há um ano, na campanha eleitoral, que depois de traduziram em nada”, vincou a centrista.

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