Os jornalistas que estiveram presentes esta quarta-feira na apresentação da Apple já tiveram a oportunidade de experimentar os novos iPhone Xs, Xs Max e Xr. Depois das primeiras impressões inundarem os principais meios da imprensa especializada, comentários como “melhores” e “caros” parecem ser opinião unânime. Por cada modelo anunciado, deixamos o que diz quem já os experimentou.

iPhone Xs. “Não parece diferente do iPhone X”

A cor dourada, as colunas com mais som e a nova cor dourada, são os pontos a favor que o TechRadar dá ao iPhone Xs. Críticas? “O preço é ainda alto.” O sucessor direto do iPhone X tem até 512gb de memória interna, uma novidade para este equipamento, contudo, como refere o The Wired, o design “não parece diferente do iPhone X”. Há novas cores, que parecem também agradar, mas outro ponto parece ser comum: “é mais rápido”. O processador A12 Bionic substitui o A11 e, pelo menos no expositor, comprova ser mais rápido.

Os iPhone Xs, de 5,8 polegadas, e Xs Max, de 6,5 polegadas, numa mesa de experimentação após o evento em Cupertino

A resistência IP68 (que permite que o XS resista debaixo de água até meia hora) é também referida como um ponto a favor, apesar de nenhum dos meios não o ter (ainda) atirado ao chão. Por fim, falta falar de uma das principais características deste novo modelo: a câmara. Como refere o Digital Trends, “há uma clara melhoria”. Mas isto é o suficiente para fazer o upgrade? Segundo a mesma publicação, parece que o iPhone X ainda preenche as medidas e “não vale a pena fazer o upgrade [para o XS] a nada mais antigo que o iPhone 7”. O iPhone Xs chega a Portugal a 21 de setembro. O preço? No mínimo 1.179 euros.

iPhone Xs Max. “Incrivelmente leve”

Max é como a Apple agora diz Plus. Este novo modelo tem um ecrã de 6,5 polegadas, o maior até agora feito pela empresa californiana. Contudo, é “incrivelmente leve”, refere o MacRumors (que também andou a ver o que diz quem já experimentou). O Engadget diz que os novos iPhone Xs são “o novo normal”, devido ao ecrã sem botão de menu estar ausente em todos os modelos. Quanto ao Xs Max, a única vantagem em relação ao ‘irmão mais pequeno”, está no tamanho do ecrã, que é “estupendo” em qualidade, e em ter mais capacidade de bateria.

Tanto o iPhone Xs Max, na fotografia, como o iPhone Xs, têm dupla câmara traseira e mantém o entalhe que corta o topo superior do ecrã para ser de canto a canto sem tirar a câmara frontal

O The Verge elogia o Max em relação ao iPhone 8 Plus, por ser mais fácil de manusear. Outro dos pontos a favor, é também a câmara e o modo de permitir que se veja na fotografia as imagens de fundo sem estarem desfocadas. Depois, faz a primeira comparação em relação ao principal modelo da concorrência, o Galaxy Note 9. O Xs Max é grande. Tão grande que é maior que este ‘phablet’ da Samsung (smartphone tão grande que quase que é um tablet). Quanto à resistência, todos os meios mencionam que “é o que se espera da Apple”. O Xs Max é também o mais caro iPhone de sempre, também chega a 21 de setembro, mas o modelo mais barato, de 64 gb, vai custar, no mínimo 1279 euros. Que é como quem diz, mais do dobro do salário mínimo nacional ou o preço de um jogador do Benfica.

iPhone Xr. “Pode ser um iPhone X mais barato, mas isso não significa que seja mau”

Os modelos iPhone Xs e Xs Max podem ser parecidos com o iPhone X. Já o Xr é como “se o iPhone 8 e o iPhone X se tivessem fundido”, diz o Digital Trends. É o mais barato dos novos smartphones da Apple, mas com um preço inicial de 879 euros é “muito caro”, diz a mesma publicação. Por ser mais barato, vem com mais pontos negativos: o ecrã LCD parece ter um ar “barato”. Quem experimentou, como o The Verge, refere que se nota que falta o 3D Touch (o modo que permite o ecrã reconhecer quando carrega em profundidade, e não só direcionalmente). Mesmo assim, há elogios: “sente-se que vai ser o iPhone padrão para muitas pessoas”.

O iPhone Xr tem menos especificações que os Xs, mas vem em mais cores. O tamanho é de 6,1 polegadas (fica entre o Xs e o Xs Max)

A razão dos elogios está na gama de cores e, mesmo sendo caro, ser mais acessível que os modelos mais caros sem perder muitas das especificações do iPhone X. É mais leve que o iPhone Xs, mas o ecrã LCD não é de “canto a canto” e nota-se o rebordo preto, conta o mesmo meio. Já o Engadget, elogia a capacidade de processamento por ter o mesmo chip A12 que os modelos mais caros. Já as câmaras, traseira e frontal, a mesma publicação afirma que tira “boas fotografias”, mas claramente piores que o Xs. O iPhone Xr vai apenas ser lançado em outubro, no dia 26. Tem mais cores — encarnado, branco, preto, azul, amarelo e coral — e as opções de memória interna são 64, 128 e 256GB.

Apple Watch Series 4. “No final das contas, o Series 4 é um smartwatch. E, assumidamente, caro”

Não foram só smartphones que a empresa fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak anunciou, foram também dois novos modelos do Apple Watch Series 4, com 40 mm e 44 mm. “Os ecrãs são 30% maiores e têm cantos curvos”, conta o Mashable. Os novos visores são algo que se nota “imediatamente” e a vantagem de permitirem utilizar as braceletes do modelos anteriores é elogiada. Agora, quanto à promessa da Apple de os relógios fazerem eletrocardiogramas, ainda não há as primeiras impressões.

O novo Series 4 em exposição na sede da Apple. A maior novidades são os sensores de monitorização cardíaca e a capacidade de saber quando o utilizador tem uma queda violenta para, automaticamente, alertar o 112

O Macrumors refere que estes novos modelos são mais finos que os anteriores e diz que, apesar de caro, os rebordos em metal e a traseira do visor em cerâmica lhe dá um visual mais premium. Outros dos pormenores apontados quanto ao visual é no círculo encarnado do botão rotativo do dispositivo. Um pormenor que, nos Series 3, apenas estava nos modelos com rede móvel. No final o Series 4 “não representa um redesign completo do Apple Watch”, como chegou a circular, mas as novas funções viradas para a saúde e o visor são os pontos a favor. Em todos os meios, uma crítica é comum: a bateria até 18 horas. É “pouca”, quando comparado com outros modelos da concorrência, como o Galaxy Watch da Samsung.

A versão sem rede móvel é a única que vai estar disponível em Portugal, a partir de dia 21 de setembro. Os principais meios referem ainda que o watchOS 5, o sistema operativo destes dispositivos que vai permitir novas funções para este relógio inteligente, é também um dos pontos fortes das novidades quanto a estes dispositivos. Funções como Walkie Talkie e a possibilidade de customizar o painel de controlo, que já tinham sido divulgadas em julho para todos os Apple Watch, estão a ser elogiadas, principalmente as funções de maior configuração do ecrã inicial só disponível nos Series 4.

*Artigo corrigido a 17 de setembro, às 00h45. Onde se lia debaixo de água “até duas horas”, lê-se agora, corretamente, “até meia hora”