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Há novos iPhone e um Apple Watch. São melhores, mas compensam? O que diz quem já os experimentou

"Melhores", mas "caros". Para os jornalistas que já experimentaram os novos produtos da Apple depois da apresentação, as opiniões parecem não divergir muito. Leia as primeiras impressões.

O Apple Special Event 2018 decorreu esta quarta-feira, no Steve Jobs Theater, em Cupertino, na Califórnia

Getty Images

Os jornalistas que estiveram presentes esta quarta-feira na apresentação da Apple já tiveram a oportunidade de experimentar os novos iPhone Xs, Xs Max e Xr. Depois das primeiras impressões inundarem os principais meios da imprensa especializada, comentários como “melhores” e “caros” parecem ser opinião unânime. Por cada modelo anunciado, deixamos o que diz quem já os experimentou.

iPhone Xs. “Não parece diferente do iPhone X”

A cor dourada, as colunas com mais som e a nova cor dourada, são os pontos a favor que o TechRadar dá ao iPhone Xs. Críticas? “O preço é ainda alto.” O sucessor direto do iPhone X tem até 512gb de memória interna, uma novidade para este equipamento, contudo, como refere o The Wired, o design “não parece diferente do iPhone X”. Há novas cores, que parecem também agradar, mas outro ponto parece ser comum: “é mais rápido”. O processador A12 Bionic substitui o A11 e, pelo menos no expositor, comprova ser mais rápido.

Os iPhone Xs, de 5,8 polegadas, e Xs Max, de 6,5 polegadas, numa mesa de experimentação após o evento em Cupertino

A resistência IP68 (que permite que o XS resista debaixo de água até meia hora) é também referida como um ponto a favor, apesar de nenhum dos meios não o ter (ainda) atirado ao chão. Por fim, falta falar de uma das principais características deste novo modelo: a câmara. Como refere o Digital Trends, “há uma clara melhoria”. Mas isto é o suficiente para fazer o upgrade? Segundo a mesma publicação, parece que o iPhone X ainda preenche as medidas e “não vale a pena fazer o upgrade [para o XS] a nada mais antigo que o iPhone 7”. O iPhone Xs chega a Portugal a 21 de setembro. O preço? No mínimo 1.179 euros.

iPhone Xs Max. “Incrivelmente leve”

Max é como a Apple agora diz Plus. Este novo modelo tem um ecrã de 6,5 polegadas, o maior até agora feito pela empresa californiana. Contudo, é “incrivelmente leve”, refere o MacRumors (que também andou a ver o que diz quem já experimentou). O Engadget diz que os novos iPhone Xs são “o novo normal”, devido ao ecrã sem botão de menu estar ausente em todos os modelos. Quanto ao Xs Max, a única vantagem em relação ao ‘irmão mais pequeno”, está no tamanho do ecrã, que é “estupendo” em qualidade, e em ter mais capacidade de bateria.

Tanto o iPhone Xs Max, na fotografia, como o iPhone Xs, têm dupla câmara traseira e mantém o entalhe que corta o topo superior do ecrã para ser de canto a canto sem tirar a câmara frontal

O The Verge elogia o Max em relação ao iPhone 8 Plus, por ser mais fácil de manusear. Outro dos pontos a favor, é também a câmara e o modo de permitir que se veja na fotografia as imagens de fundo sem estarem desfocadas. Depois, faz a primeira comparação em relação ao principal modelo da concorrência, o Galaxy Note 9. O Xs Max é grande. Tão grande que é maior que este ‘phablet’ da Samsung (smartphone tão grande que quase que é um tablet). Quanto à resistência, todos os meios mencionam que “é o que se espera da Apple”. O Xs Max é também o mais caro iPhone de sempre, também chega a 21 de setembro, mas o modelo mais barato, de 64 gb, vai custar, no mínimo 1279 euros. Que é como quem diz, mais do dobro do salário mínimo nacional ou o preço de um jogador do Benfica.

iPhone Xr. “Pode ser um iPhone X mais barato, mas isso não significa que seja mau”

Os modelos iPhone Xs e Xs Max podem ser parecidos com o iPhone X. Já o Xr é como “se o iPhone 8 e o iPhone X se tivessem fundido”, diz o Digital Trends. É o mais barato dos novos smartphones da Apple, mas com um preço inicial de 879 euros é “muito caro”, diz a mesma publicação. Por ser mais barato, vem com mais pontos negativos: o ecrã LCD parece ter um ar “barato”. Quem experimentou, como o The Verge, refere que se nota que falta o 3D Touch (o modo que permite o ecrã reconhecer quando carrega em profundidade, e não só direcionalmente). Mesmo assim, há elogios: “sente-se que vai ser o iPhone padrão para muitas pessoas”.

O iPhone Xr tem menos especificações que os Xs, mas vem em mais cores. O tamanho é de 6,1 polegadas (fica entre o Xs e o Xs Max)

A razão dos elogios está na gama de cores e, mesmo sendo caro, ser mais acessível que os modelos mais caros sem perder muitas das especificações do iPhone X. É mais leve que o iPhone Xs, mas o ecrã LCD não é de “canto a canto” e nota-se o rebordo preto, conta o mesmo meio. Já o Engadget, elogia a capacidade de processamento por ter o mesmo chip A12 que os modelos mais caros. Já as câmaras, traseira e frontal, a mesma publicação afirma que tira “boas fotografias”, mas claramente piores que o Xs. O iPhone Xr vai apenas ser lançado em outubro, no dia 26. Tem mais cores — encarnado, branco, preto, azul, amarelo e coral — e as opções de memória interna são 64, 128 e 256GB.

Apple Watch Series 4. “No final das contas, o Series 4 é um smartwatch. E, assumidamente, caro”

Não foram só smartphones que a empresa fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak anunciou, foram também dois novos modelos do Apple Watch Series 4, com 40 mm e 44 mm. “Os ecrãs são 30% maiores e têm cantos curvos”, conta o Mashable. Os novos visores são algo que se nota “imediatamente” e a vantagem de permitirem utilizar as braceletes do modelos anteriores é elogiada. Agora, quanto à promessa da Apple de os relógios fazerem eletrocardiogramas, ainda não há as primeiras impressões.

O novo Series 4 em exposição na sede da Apple. A maior novidades são os sensores de monitorização cardíaca e a capacidade de saber quando o utilizador tem uma queda violenta para, automaticamente, alertar o 112

O Macrumors refere que estes novos modelos são mais finos que os anteriores e diz que, apesar de caro, os rebordos em metal e a traseira do visor em cerâmica lhe dá um visual mais premium. Outros dos pormenores apontados quanto ao visual é no círculo encarnado do botão rotativo do dispositivo. Um pormenor que, nos Series 3, apenas estava nos modelos com rede móvel. No final o Series 4 “não representa um redesign completo do Apple Watch”, como chegou a circular, mas as novas funções viradas para a saúde e o visor são os pontos a favor. Em todos os meios, uma crítica é comum: a bateria até 18 horas. É “pouca”, quando comparado com outros modelos da concorrência, como o Galaxy Watch da Samsung.

A versão sem rede móvel é a única que vai estar disponível em Portugal, a partir de dia 21 de setembro. Os principais meios referem ainda que o watchOS 5, o sistema operativo destes dispositivos que vai permitir novas funções para este relógio inteligente, é também um dos pontos fortes das novidades quanto a estes dispositivos. Funções como Walkie Talkie e a possibilidade de customizar o painel de controlo, que já tinham sido divulgadas em julho para todos os Apple Watch, estão a ser elogiadas, principalmente as funções de maior configuração do ecrã inicial só disponível nos Series 4.

*Artigo corrigido a 17 de setembro, às 00h45. Onde se lia debaixo de água “até duas horas”, lê-se agora, corretamente, “até meia hora”

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