Realidade Aumentada

Já é possível ver todas as obras de Vermeer em realidade aumentada

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Todas as obras de Vermeer, como a Rapariga com o Brinco de Pérola e O Concerto, ficaram acessíveis, em realidade aumentada e num único lugar, na app Arts&Culture, da Google. Já experimentámos.

A Rapariga com o Brinco de Pérola é a obra mais conhecida de Johannes Vermeer

Scarlett Johansson e Colin Firth popularizaram o nome e a obra do pintor holandês Johannes Vermeer, com o filme “Rapariga com o Brinco de Pérola”, em 2003. Agora, a Google quis dar um passo maior e disponibiliza, a partir desta segunda-feira, as 36 obras atribuídas ao artista na aplicação Arts&Culture. Pela primeira vez num único sítio, qualquer utilizador pode ver as pinturas de Vermeer em realidade aumentada na própria sala ou percorrer uma exposição digital com todos os quadros.

[o teaser em que a Google mostra esta iniciativa para mostrar a obra de Vermeer]

Com a tecnologia de realidade aumentada que, com a câmara de um smartphone, permite sobrepor imagens digitais no mundo real e ver, através do ecrã, as obras de Vermeer no mundo real, a Google oferece uma nova forma de ver ‘de perto’ as pinturas. A tecnológica disponibiliza esta nova forma de ver o acervo do pintor através de várias parcerias com o museus e instituições culturais em todo o mundo, como tem feito para mostrar obras de outros artistas na app Arts&Culture (disponível para iOS, Android e no PC, neste último não é possível utilizar as ferramentas de realidade aumentada).

A imagem em realidade aumentada que surge no smartphone ao ver uma das obras é como esta. É possível aumentar e diminuir a pintura e, ao aproximar o smartphone, ver com melhor pormenor

Através desta app da empresa, lançada em 2011, é possível percorrer digitalmente museus por todo o mundo, como a Galeria Uffizi (Galeria dos Ofícios), em Florença, da mesma forma que se utiliza o Google Street View. No caso das obras de Vermeer, além de se poder percorrer esta galeria digital, na secção dedicada ao pintor, é possível fazer visitais virtuais às instituições onde estão as obras do pintor, como o museu Mauritshuis, nos Países Baixos, ou Museu Coleção Frick, em Nova Iorque.

Ao experimentarmos esta nova ferramenta de realidade aumentada dedicada a Vermeer, apesar de não ser tão intuitiva como se podia esperar — ao colocar digitalmente uma obra na redação houve percalços, como o smartphone reconhecer espacialmente os objetos ou poder rodar a pintura — confirmamos que é possível interagir de forma mais próxima com as obras do pintor. Contudo, apesar de ser uma forma interessante de se fingir que se vai a um Museu, não substitui a visita.

Para utilizar esta funcionalidade de realidade aumentada na app Arts&Culture, é preciso atualizar a aplicação para permitir que a ferramenta “Pocket Gallery” possa ser utilizada. Outros museus e empresas, como o Smithsonian, têm utilizado a tecnologia de realidade aumentada — que passou a ser amplamente conhecida com o fenómeno do Pokémon Go, em 2016 — para permitir um contacto mais inovador com obras de arte ou com as peças expostas, esteja em casa ou no museu.

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