Rui Rio

Rui Rio diz que descontentamento social demonstra um país malgovernado

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Rui Rio admitiu que fica um "pouco admirado" quando olha para a atual situação do país, em que a economia continua a crescer mas em que o nível de descontentamento social é muito grande.

O líder do PSD, Rui Rio

RUI MINDERICO/LUSA/LUSA

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  • Agência Lusa
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O líder do PSD, Rui Rio, afirmou na terça-feira à noite que o descontentamento social, que o deixa um pouco admirado, é um “indicador péssimo” para o PS e demonstra um país malgovernado.

Discursando num jantar de militantes em Fátima, no distrito de Santarém, Rui Rio admitiu que fica um “pouco admirado” quando olha para a atual situação, em que a economia continua a crescer, e para um Governo que “apostou tudo no presente” e se depara com um nível de descontentamento social do qual não se lembra de igual.

“Isto demonstra um país malgovernado”, frisou o líder do PSD, depois de enumerar os profissionais dos diversos setores que estão ou estiveram em greve recentemente, tais como os médicos, enfermeiros, estivadores, oficiais de justiça, professores ou guardas prisionais.

Para Rui Rio, um Governo que “dá tudo ao presente e tira tudo ao futuro deve, em princípio, esperar alguma paz social no momento em que está a dar tudo e deve esperar convulsão social uns anos depois, quando não tiver no futuro aquilo que ao futuro não entregou e gastou no presente”.

“Como é que é possível um Governo que apostou tudo no presente e tem um nível de greves e um nível de descontentamento social como eu não me lembro?”, questionou-se, considerando que a atual situação “é um indicador péssimo para a governação do PS”. Na sua perspetiva, “o normal era que agora não houvesse disto, o normal era que houvesse esta convulsão social daqui a dois ou três anos”.

Segundo Rui Rio, o problema estará na narrativa do Governo socialista sobre o fim da austeridade no país. “Eles dizem que já não estamos em austeridade. Disseram tantas vezes que já não estavam em austeridade, que agora estamos a ver as greves de pessoas que estavam à espera, legitimamente, daquilo que o Governo dizia que podia dar e que naturalmente não pode dar”, vincou.

No entanto, para lá da reposição dos salários da Função Pública e das reformas, “há uma outra austeridade, a austeridade que temos é a degradação dos serviços públicos”, salientou o presidente do PSD. Na sua ótica, os serviços públicos hoje oferecidos são de “qualidade muito pior do que anteriormente”.

“Há três anos não estávamos no céu, mas há três anos tínhamos serviços públicos de melhor qualidade do que temos agora”, declarou, para acrescentar: “Nestes três anos piorou, não melhorou. A performance do PS nestes três anos foi de degradação dos serviços públicos”.

Durante o discurso, que durou mais de meia hora, Rui Rio deixou ainda três pedidos para 2019: o partido começar a pensar nas autárquicas de 2021, para recuperar a sua influência no poder local; combater a abstenção nas europeias e vencer as legislativas.

Em relação às legislativas, Rui Rio pediu, para o próximo ano, um PSD “unido e forte”, para substituir a governação socialista, considerando que, se os sociais-democratas não forem capazes de construir uma alternativa, “mais ninguém é capaz”.

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