Instituto Nacional Estatística

Despesas com ambiente atingem 2 mil milhões de euros em 2017

As despesas do Estado com o ambiente aumentaram ligeiramente no ano passado, face a 2016, representando 1,1% da riqueza produzida no país, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.

Instalações de tratamento de inertes poluentes retirados do Rio Tejo, provenientes da poluição originada por descargas de empresas de Vila Velha de Ródão

ANTÓNIO JOSÉ/LUSA

As despesas do Estado com o ambiente aumentaram ligeiramente no ano passado, face a 2016, representando 1,1% da riqueza produzida no país (PIB), de acordo com dados esta sexta-feira divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o INE, as despesas com o ambiente ascenderam a 2 mil milhões de euros no ano passado, o que representa o valor mais elevado desde 2013. A evolução é explicada pelo instituto com o aumento generalizado desta despesa nas administrações públicas (mais 10,4%), na indústria (mais 18,2%) e de produtores especializados (mais 12,1%).

O número de pessoas ao serviço das Organizações Não Governamentais de Ambiente (ONGA) também aumentou (mais 4,7%), totalizando 1.835 trabalhadores, depois de três anos consecutivos de redução. No entanto, refere o INE, o número de ações desenvolvidas diminuiu 5,5%, para 10.305, sobretudo devido à redução de ações ligadas à educação ambiental e de publicações, estudos técnicos e pareceres, cujo número caiu 7%.

Em 2017, os serviços prestados pelos 466 corpos de bombeiros do país aumentaram 5%, somando 1,58 milhões de serviços, adianta o INE, referindo que as principais subidas ocorreram no “combate a incêndios em povoamentos florestais” (mais 155,3% face a 2016).

Por outro lado, o valor dos impostos ligados ao ambiente também cresceu no ano passado, mantendo a evolução iniciada em 2013, alcançando os 5 mil milhões de euros. Este valor representa uma subida de 4,8% relativamente a 2016. Os impostos ligados ao ambiente — representados sobretudo pelos impostos sobre produtos petrolíferos e energéticos, sobre veículos e pelo imposto único de circulação — significam 2,6% da estrutura fiscal portuguesa.

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