O Ministério Público vai recorrer da não-pronúncia da SAD do Benfica, que era acusada de trinta crimes, incluindo corrupção. A notícia está a ser avançada pela edição online do semanário Expresso.

De acordo com uma fonte judicial citada pelo jornal, o procurador Valter Alves que, na fase de instrução, argumentou que poucos casos de corrupção eram tão claros como este, vai insistir no julgamento do Benfica junto do Tribunal da Relação de Lisboa, que irá apreciar o recurso.

Na decisão instrutória, a juíza Ana Peres considerou que a SAD do Benfica não cometeu nenhum dos 30 crimes de que era acusada: falsidade informática, corrupção ativa e oferta ou recebimento de vantagem indevida. A juíza sustentou que os indícios de corrupção eram “vagos e imprecisos” e que o Benfica não estava obrigado a vigiar os atos do seu assessor jurídico Paulo Gonçalves.

Este irá ser julgado por corrupção, tal como o funcionário judicial José Augusto Silva, que deixou de estar em prisão domiciliária.

e-Toupeira. Benfica ilibado e assessor jurídico segue para julgamento

A juíza Ana Peres, que chegou a adiar por duas vezes a decisão, leu na sexta-feira uma súmula da decisão instrutória e começou por explicar o que decidiu sobre algumas das nulidades invocadas pela defesa. Por um lado, atendeu ao pedido da defesa, quando alegou que a queixa por parte do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça pelo crime violação do segredo de funcionário tinha chegado tarde demais e nem devia ter sido investigada. Por outro, recusou que as escutas telefónicas que constam no processo fossem nulas por existirem à data outros meios de prova, como alegou a defesa.

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