O primeiro set de João Sousa com Kei Nishikori, na terceira ronda do quadro de singulares do Open da Austrália, podia ter caído para qualquer lado mas acabou por sorrir ao japonês nas vantagens do tie break, tendo uma importância decisiva nos dois sets que se seguiriam. “Infelizmente não consegui vencer. Depois de um primeiro set de muito bom nível, não consegui manter a mesma intensidade e frescura física que gostaria, daí ter perdido o encontro. Ele esteve muito bem a todos os níveis, foi melhor do que eu e mereceu a vitória”, admitiu o português no final do jogo. Contas feitas, garantiu o regresso ao top 40 do ranking e igualou o melhor resultado de sempre em Melbourne. Mas a história ainda não acabou no primeiro Grand Slam no ano.

João Sousa eliminado na terceira ronda do Open da Austrália por Nishikori

O vimaranense, que faz dupla com o argentino Leonardo Mayer, assegurou este domingo a passagem aos quartos de final do Open da Austrália em pares, após bater o argentino Máximo González e o chileno Nicolás Jarry por 6-3 e 6-4 na terceira ronda do quadro. Agora, segue-se na próxima fase o vencedor do encontro entre o sul-africano Raven Klaasen e o neozelandês Michael Venus (sextos cabeças de série) e o brasileiro Marcelo Demoliner e o dinamarquês Frederik Nielsen.

Sousa e Mayer costumam fazer dupla nos Grand Slams e já tinham chegado aos quartos do US Open em 2015 (Zak Kaczmarek/Getty Images)

O feito alcançado por Sousa e Mayer tem ainda outro impacto tendo em conta os adversários em causa, que tinham alcançado a grande surpresa da ronda anterior em Melbourne ao afastarem os cabeças de série número 1 do quadro de pares: o austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic. Antes, a dupla tinha começado por eliminar os espanhóis Feliciano López e Marc López (6-4, 6-7 e 6-3), seguindo-se nova vitória contra o espanhol Roberto Carballes Baena e o russo Andrei Rublev (7-6 e 6-3).

Mats Wilander: “O João Sousa tem aquele estilo de jogo que nunca sai de moda”

Atualmente no 45.º lugar do ranking de pares, João Sousa conseguiu assim igualar o melhor registo de sempre em termos pessoais e nacionais num Grand Slam, depois de ter alcançado em 2015 os quartos de final do US Open também com Mayer, habitual par nos Grand Slam (derrota frente aos americanos Steve Johnson e Sam Querrey por 6-3 e 6-4). No Open da Austrália, Nuno Marques, então com o belga Tom Vanhoudt, chegou também aos últimos oito em prova no ano de 2000, caindo na altura frente aos australianos Mark Woodforde e Todd Woodbridge com os parciais de 6-3 e 6-2.