O Tribunal de São João Novo, no Porto, condenou esta quarta-feira a 15 anos de prisão um homem de 42 anos por matar uma mulher de 30, a quem cedera um quarto, e de enterrar o corpo numa mata.

A pena é o cúmulo jurídico de uma condenação a 14 anos de cadeia por homicídio simples e um ano e oito meses de reclusão por ocultação do cadáver.

Na leitura do acórdão, a juíza presidente destacou a culpa “muito acentuada” do arguido, que disse ser uma pessoa “despida de afetos”, que “só pensou em si depois de tirar a vida a uma pessoa”, escondendo o corpo numa lixeira e “tratando-o como tal” – como lixo.

O crime remonta a 1 de outubro de 2015 e terá sido cometido devido a desavenças por questões financeiras decorrentes da coabitação entre ambos.

De acordo com os indícios apurados em investigação da Polícia Judiciária, o suspeito terá agredido a vítima, residente no Porto, na sequência de uma discussão, ao ponto de lhe provocar a morte, seguindo-se a ocultação do cadáver.

O arguido fugiu para França, onde foi detido dois anos depois e, nessa altura, indicou o local exato onde estava o corpo: enterrado numa zona de mato em Vilar de Andorinho, no concelho de Vila Nova de Gaia.

Nas alegações finais, o Ministério Público manteve que houve premeditação por parte do arguido e pediu uma “pena exemplar”.