José Costa Rodrigues decidiu abrir a primeira loja física do negócio de venda de smartphones usados — ou “recondicionados, como novos” — no final de 2017. Tinha 21 anos. Agora, com 23 anos, várias lojas já a funcionar em Portugal e com vendas online para 10 países, mudou-se para Madrid para uma nova fase de expansão do projeto. Este sábado abre oficialmente a primeira loja física da Forall Phones na capital de espanhola que marca a expansão oficial da empresa.

É um passo gigantesco para nós, um passo decisivo da Forall Phones. Temos de provar que o nosso conceito é replicável noutros países. Há desafios, como enfrentar um novo consumidor, uma nova cultura e a mesma excelência”, contou ao Observador José Costa Rodrigues, fundador e presidente executivo da Forall Phones.

Com lojas nas principais cidades portuguesas, e com grande parte do negócio online, só em 2018 a startup conseguiu mais de “4 milhões de euros em vendas”. Para 2019 José é ambicioso e quer chegar a mais de 10 milhões de euros em faturação. Como? Com mais lojas fora de Portugal. Uma loja em Barcelona “está também quase a inaugurar” no próximo mês e não vai parar por aí, em Salamanca pela mesma altura vai abrir outro espaço.

A saga de José, 22 anos, que começou por negociar um iPhone usado e agora vende para 10 países

Tudo começou quando José tinha 16 anos e, como contou ao Observador em 2017, queria um iPhone. Os pais deram-lhe “uma nega” e teve de arranjá-lo em segunda mão. Depois, conseguiu vendê-lo com lucro e começou comprar smartphones usados, arranjava-os e surgiu a Forall Phones.

Forall Phones. Como um miúdo de 16 anos criou uma empresa com um iPhone usado

O conceito para a loja espanhola continua a ser o mesmo, desde que o negócio começou em Lisboa. É também nesse espaço que vão funcionar os escritórios da empresa em Espanha. As vendas online continuam a ser uma grande aposta, mas o contacto através de “embaixadores”, principalmente estudantes, será o método preferencial para atrair clientes.

Em Portugal a expansão também vai continuar e, em março, vão abrir novas lojas na Baixa-Chiado, Oeiras e Setúbal. José não revela números, mas com os atuais investidores foi possível aplicar nesta expansão “vários milhões de euros”.