Rádio Observador

Vendas

Europa consumiu 93% de gasolina e diesel em 2018

Os motores de combustão, cujo declínio o ministro do Ambiente português antecipa para dentro de poucos anos, continuam a liderar o mercado europeu. Em 2017 somaram 94% das preferências e 93% em 2018.

As vendas no Velho Continente não registam uma variação importante desde 2007, mantendo-se abaixo dos 16 milhões de unidades, e 2018 não foi excepção. Aliás a variação, entre 2017 e 2018, foi de apenas 346 unidades, valor que seria superior caso a alteração da forma como passaram a ser determinados os consumos e as emissões de CO2, com a troca do método NEDC pelo mais rigoroso WLTP, não tivesse sido introduzida em Setembro, na maioria dos mercados.

Depois de estar a subir 4,8% no final do terceiro trimestre, o mercado europeu ressentiu-se das já mencionadas alterações, caindo 7,5% nos últimos três meses do ano. Os mercados que mais cresceram foram os dos países pequenos, como a Lituânia, Roménia, Croácia, Hungria, Grécia e Polónia, entre 25,4% e 9,1%, com os grandes mercados a revelarem-se mais comedidos. Espanha aumentou as vendas em 6,9%, enquanto a França cresceu apenas 2,9% (Portugal +1,9% nos 12 meses do ano, apesar de ter caído 6,1% em Dezembro), e a Alemanha caiu 0,2%, tal como a Itália (-2,9%) e o Reino Unido (-6,8%).

Curiosa é análise das vendas por tipo de combustível, hoje tão na ordem do dia depois do ministro de Ambiente ter anunciado a morte dos motores de combustão, com ênfase nos diesel. Nos 12 meses do ano, a percentagem dos motores que queimam combustíveis fósseis, sejam eles gasolina ou gasóleo, atingiram 93% em 2018, sem grande alteração face a 2017 (94%). Isto porque a descida do diesel (de 44% para 36%) foi praticamente compensada pela subida dos gasolina (de 50% para 57%).

Os veículos electrificados, entre híbridos, híbridos plug-in (PHEV) e 100% eléctricos foram os que mais subiram, com híbridos a crescerem 24%, ao registar cerca de 555 mil vendas, segmento liderado pelos Toyota Yaris, C-HR, Auris e RAV4, com o Niro a assumir a 5ª posição. No ranking dos PHEV, que colocaram no mercado 180 mil unidades, um crescimento de 22%, foi o Mitsubishi Outlander quem liderou, seguido do Volvo XC60, BMW Série 5 e Série 2, com o VW Passat a fechar o top 5.

Os eléctricos a bateria registaram o maior incremento de vendas, transaccionando 195 mil veículos, mais 47% do que em 2017, com a tabela a ser comandada pelo Nissan Neaf, com 38.792 unidades, a que se seguiu o Renault Zoe (38.167), o Volkswagen e-Golf (21.108), BMW i3 (18,100) e Tesla Model S (16.414).

A marca mais vendida na Europa foi a Volkswagen, com 1.746.411 unidades e um crescimento de 3%, seguida da Renault (1.099,289 e -4%), Ford (1.014,190 e -3%), Peugeot (971.174 e +5%), Opel/Vauxhall (882.361 e -6%), Mercedes (879.907 e -3%), BMW (812.936 e -1%) e Skoda (724.568 e +3%), com a Toyota a fechar o top 10 com 706.293 unidades e um crescimento de 4%.

A lista dos modelos preferidos pelos europeus continua a ter o Volkswagen Golf à cabeça, sendo ele o mais vendido (445.754 e -8%), seguido do Renault Clio (336.268 e +2%), Volkswagen Polo (299.920 e +10%), Ford Fiesta (270.738 e +6%), Nissan Qashqai (233.026 e -6%), Peugeot 208 (230.049 e -6%), Volkswagen Tiguan (224.788 e -5%), Skoda Octavia 223.352 e -3%), Toyota Yaris (217.642 e +9%) e o Opel Corsa, com 217.036 unidades, o que representa uma quebra de 7%.

Recomendador: descubra o seu carro ideal

Não percebe nada de carros, ou quer alargar os horizontes? Com uma mão-cheia de perguntas simples, ajudamo-lo a encontrar o seu carro novo ideal.

Recomendador: descubra o seu carro idealExperimentar agora

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: alavrador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)