Solidariedade

Programa de apoio leva cabazes de alimentos a mais de 80 mil portugueses

De acordo com dados do Ministério do Trabalho, foram entregues "mais de 13.500 toneladas de bens desde novembro de 2017" a cerca de 80 mil pessoas, entre mais de 30 mil agregados familiares.

Segundo o Ministério, 74% das pessoas que receberam um cabaz disseram que este programa "é melhor do que os anteriores"

STEPHANIE LECOCQ/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Cerca de 80 mil pessoas receberam cabazes de alimentos através do Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (PO APMC), o que permitiu a muitas delas pagar despesas como água, luz ou medicamentos.

Esta segunda-feira, em Santarém, decorre o primeiro Encontro FEAC — Fundo Europeu de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas, onde vai ser feito um balanço e uma reflexão do PO APMC e a sua respetiva execução.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, através do PO APMC foi possível entregar cabazes mensais de alimentos a cerca de 80 mil pessoas, entre mais de 30 mil agregados familiares.

“Foram distribuídas mais de 13.500 toneladas de bens desde novembro de 2017 (data da entrega dos primeiros cabazes alimentares)”, refere o Ministério.

Estes cabazes foram concebidos pela Direção-Geral de Saúde que definiu não só os alimentos a incluir, mas também as respetivas quantidades, “de forma a assegurar a oferta de cabazes alimentares nutricionalmente adequados e que permitam assegurar 50% das necessidades energéticas e nutricionais mensais dos beneficiários do programa”.

Antes da programação do próximo concurso de aquisição de alimentos, foi feito um questionário de satisfação aos beneficiários do programa, ao qual responderam mais de 90% das pessoas.

Segundo o Ministério, 74% das pessoas que receberam um cabaz disseram que este programa “é melhor do que os anteriores”, por comparação com outros em que participaram para receber apoio alimentar.

Por outro lado, disseram que esta distribuição mensal de alimentos permitiu diminuir os níveis de privação dos agregados familiares, sendo que em 72% dos casos permitiu fazer face atempadamente a despesas como a água ou a luz.

Cinquenta e três por cento dos beneficiários referem que graças ao cabaz conseguiram “pagar atempadamente a renda de casa ou o empréstimo da casa”, enquanto em 43% dos casos a distribuição mensal de alimentos permitiu comprar medicamentos.

O Ministério refere que os resultados do inquérito serviram de base à conceção do novo cabaz de alimentos, que “não só vai ao encontro dos hábitos de consumo e preferências alimentares dos beneficiários do programa, como também aumenta substancialmente a diversidade dos alimentos incluídos”.

O PO APMC tem como objetivo o combate à pobreza e às situações de exclusão, através do financiamento de aquisição, transporte, armazenamento e distribuição de alimentos e medidas de acompanhamento.

O processo é assegurado por organizações públicas ou privadas sem fins lucrativos, através de uma parceria com 135 entidades coordenadoras, responsáveis pela receção dos alimentos, e 600 entidades mediadoras, que, em parceria com as entidades coordenadoras, fazem a distribuição aos beneficiários finais.

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