Animais

Vagos alerta para existência de “centenas de animais errantes” desde que mudou a lei

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O presidente da Câmara de Vagos alertou para o aumento de animais abandonados, sobretudo cães, desde que passou a ser proibido abater animais saudáveis nos canis e gatis oficiais.

O presidente da câmara afirma que a autarquia não tem espaços suficientes para abrigar tantos animais

NYEIN CHAN NAING/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente da Câmara de Vagos denunciou esta segunda-feira a existência no concelho de “centenas de animais errantes”, situação que se agravou desde que passou a ser proibido abater animais saudáveis nos canis e gatis oficiais.

“Estamos a fazer tudo para cumprir a lei, mas não temos espaços suficientes para abrigar tantos animais, sobretudo cães”, disse Silvério Regalado à agência Lusa, acrescentando que a autarquia tem recebido queixas sobre a existência de matilhas de cães à solta nas matas entre as Gafanhas de Boa Hora e do Carmo.

O alerta do autarca surge depois de uma visita durante o fim de semana às instalações renovadas da Gaticão – Associação dos Amigos dos Animais Abandonados, que funciona numa antiga Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) cedida pelo município.

A visita, garante Silvério Regalado, pretendeu alertar as populações para as questões dos animais errantes, no âmbito das competências que a Câmara Municipal tem nesta matéria, nomeadamente na salvaguarda da saúde pública, do bem-estar dos animais”.

A antiga ETAR foi adaptada para canil e gatil, no âmbito de um protocolo celebrado entre a autarquia e a associação, tendo beneficiado recentemente de obras de ampliação no valor de 40 mil euros, suportadas pelo município.

Regalado adverte, no entanto, que a capacidade das instalações para recolher mais animais está esgotada: “Por uma questão de segurança e até de saúde pública, queremos proporcionar as melhores condições aos animais recolhidos das ruas, mas não está a ser fácil”, diz Regalado, que considera que a lei, que entrou em vigor em 2018, foi feita à pressa e não assegurou o financiamento necessário para garantir o conforto e segurança dos animais.

“Atiraram o problema para cima das câmaras”, resume Regalado, que considera insuficiente a criação de três novos grandes canis para recolher animais no distrito de Aveiro (concelhos de Aveiro, Ovar e Águeda).

O autarca lembra que Vagos tem em curso uma campanha de adoção de animais. O município suporta os custos com esterilização, vacinação e colocação de “chip” de identificação nos animais adotados.

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