Professores

Professores querem fundo para greve

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O Governo não cede e continua a congelar o tempo de serviço dos professores, o que pode resultar em novas formas de luta mais radicais como deixar os alunos do 12º anos sem aulas no terceiro período.

Mário Nogueira faz questão de afastar qualquer semelhança com o protesto dos enfermeiros, ironizando ao reivindicar uma greve com financiamento

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Os professores também querem uma greve financiada através de crowdfunding com fundos criados nas escolas, segundo avança o Diário de Notícias, esta quinta-feira. Ainda assim, Mário Nogueira faz questão de afastar qualquer semelhança com o protesto dos enfermeiros e a greve cirúrgica.

São fundos criados exclusivamente por professores e que já foram usados nas greves às avaliações do ano passado, não há aqui qualquer financiamento externo, não vamos ter de andar a dizer de onde vem o dinheiro. Aliás, nem sequer tem a interferência dos sindicatos.”

Em declarações ao jornal, Mário Nogueira, líder da Fenprof, é peremptório e ironiza, numa alusão à greve dos enfermeiros nos blocos operatórios: “Aqui não temos de andar a explicar de que fontes externas vem o dinheiro”. O financiamento da greve dos professores vem de quotizações entre os professores.

A greve dos professores desta quinta-feira, que se prolonga até sexta-feira, antecede a semana em que será entregue ao Governo de um abaixo-assinado, com mais de 50 mil assinaturas, que continua a servir a luta pela contagem do tempo de serviço dos professores que foi congelado.

Esta paralisação é um ponto de partida para os protestos que vão marcar o setor da educação até ao final do ano letivo e que podem deixar os alunos do 12.º ano sem aulas no terceiro período do ano letivo, se a negociação entre os sindicatos e o Governo não avançar e trouxer à tona novas formas de luta mais radicais.

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