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Com a quantidade de informação disponível na Internet, nomeadamente através das redes sociais e outras plataformas, é cada vez mais complicado filtrar aquilo em que se pode confiar. A alimentação e o exercício físico são exemplo disso: com a febre das dietas detox e de conceitos como o de “fitness”, a informação que nos chega não vem apenas de nutricionistas e especialistas no tema, mas também e cada vez mais dos chamados influencers.

A questão não é nova mas adquire outra visibilidade quando o alerta chega pela voz de altos responsáveis. A título de exemplo, foi recentemente levantada num artigo de opinião no jornal The Telegraph, no qual Stephen Powis, diretor do Serviço Nacional de Saúde de Inglaterra, aponta para o perigo das redes sociais nesta matéria, sobretudo para os jovens — sendo que um em cada quatro diz que a sua aparência é um fator muito importante. Ao tomarem como exemplo as imagens em relação ao corpo e alimentação que são promovidas através das redes sociais, os jovens podem sentir uma ansiedade que “muitas vezes desencadeia outros problemas com pensamentos negativos sobre a sua aparência”. Powis chama a atenção para o papel das celebridades e de plataformas como as redes sociais, que promovem e exploram essa vulnerabilidade ao publicitarem marcas de produtos como chás laxantes, pílulas dietéticas e outras soluções para emagrecer rapidamente.

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