Ao pequeno-almoço, acende a televisão e descobre qual o superalimento do dia. No caminho para trabalho, liga o rádio e fica a saber como um comprimido o faz emagrecer em três tempos. Na hora de almoço, vai à livraria e não se consegue decidir entre as dezenas de livros de receitas e dietas com nomes de que nunca tinha ouvido falar. No ginásio, deixa-se fascinar com a variedade de suplementos à disposição. E quando chega a casa, perde-se na quantidade de informação que encontra na internet.

Com mais ou menos preocupações, as questões da nutrição passaram a estar presentes na vida dos cidadãos. Em parte, por causa do esforço dos nutricionistas. Embora a profissão seja jovem, com cerca de 40 anos, a Associação Portuguesa de Nutrição (antes Associação Portuguesa dos Nutricionistas) têm-se esforçado por colocar os profissionais onde julga que são mais importantes: nos hospitais e centros de saúde, na promoção da saúde pública ou nas decisões sobre políticas nutricionais. Os nutricionistas estão ainda presentes na restauração coletiva, como consultores na indústria alimentar ou na implementação de sistemas de gestão da segurança alimentar em restaurantes.

“O nutricionista tem a vantagem de ser um profissional de saúde com um conhecimento abrangente do setor alimentar. Nem todos concordarão comigo, mas a meu ver é uma mais valia”, diz ao Observador Célia Craveiro, presidente da associação. “Mas não fomos criados para o tratamento, somos formatados para a prevenção.”

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