Com múltiplas cidades a adoptarem políticas cada vez mais hostis em relação aos automóveis, as alternativas ganham um crescente número de adeptos, como se pode ver com o fenómeno das trotinetas eléctricas. Mas nem só de scooters se fará a mobilidade nos grandes centros urbanos, com o Grupo Volkswagen a posicionar-se para conquistar clientes neste mercado, através da Seat e com o Minimó como ponta de lança apontado ao negócio do car-sharing.

Apresentado (tal como prometido) no Mobile World Congress, que ontem abriu portas e que decorre até quinta-feira em Barcelona, o novo Seat não é um carro convencional, mas sim um quadriciclo que replica a solução inaugurada pelo Renault Twiz há sete anos, acrescentando-lhe o devido toque de modernidade ao assumir-se como um veículo destinado a ser partilhado por quem quer movimentar-se na cidade, sem ruído e sem emissões poluentes. O facto de ter dimensões muito compactas (2,5 m de comprimento e 1,24 m de largura) permite-lhe ser facilmente estacionável – pudera, é Minimó! Enquanto um carro “normal” ocupa 7,2 m2, o quadriciclo espanhol requer menos de metade desse espaço, limitando-se a 3,1 m2.

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Por outro lado, o seu peso-pluma de 425 kg (o Twizy 80 pesa 473 kg, sendo que 100 kg devem-se à bateria) não só beneficia a autonomia, como fará maravilhas à agilidade. A Seat não especifica qual a capacidade da bateria, limitando-se a anunciar que o Minimó pode percorrer mais de 100 km com uma única carga. De acordo com a marca de Martorell, o eléctrico prevê um sistema de troca de bateria para que o veículo volte a estar completamente carregado “em apenas alguns minutos”, esquema que a Seat diz poder reduzir para metade os custos operacionais do car-sharing.

Com espaço para duas pessoas em tandem, tal como acontece no quadriciclo francês, o Seat Minimó incorpora tecnologia 5G e Android Auto, o que permite que, por exemplo, que o veículo reconheça a idade do condutor e adapte a sua velocidade a 45 ou 90 km/h, consoante se trate de um jovem de 16 ou de 18 anos. Já o Android Auto vem incrementar a segurança e simplificar a experiência de infoentretenimento, pois o utilizador pode recorrer a comandos de voz para executar diferentes tarefas, mas sempre com as mãos no volante.

Por enquanto, estamos perante apenas um protótipo que o construtor espanhol quer fazer evoluir, ouvindo os clientes e as empresas. Mas o objectivo é vir a produzi-lo e a equipá-lo com tecnologia de condução autónoma de nível 4.