Novo Banco

Bloco de Esquerda responsabiliza PSD, CDS e PS pela situação do Novo Banco

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Depois de se saber que a instituição financeira vai pedir uma injeção de capital de 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução, Catarina Martins disse que "é uma lição do que não deve ser feito".

PAULO NOVAIS/LUSA

O Bloco de Esquerda responsabilizou, este sábado, PSD, CDS e PS pela situação do Novo Banco, depois de se saber que a instituição financeira vai pedir uma injeção de capital de 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução.

“O que aconteceu com o BES e o Novo Banco é uma lição do que não deve ser feito no país e tem responsabilidade no PSD, CDS e PS”, afirmou Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) falava aos jornalistas, em Amarante, onde se deslocou, este sábado, para tomar uma posição política sobre a barragem de Fridão, um aproveitamento hidroelétrico, no rio Tâmega, ao qual o BE se opõe.

Falando sobre a questão do Novo Banco, afirmou: “Neste momento, não sei como é possível o mesmo Governo que diz que não há dinheiro para reivindicações laborais que, quando olhamos para a dimensão do novo Banco, são, de facto, tão modestas, continuar sem compreender que é preciso uma alteração profunda da forma como este país lida com o sistema financeiro”.

A dirigente reafirmou que PSD e CDS “mentiram ao país” quando disseram que a resolução do BES não ia ter custos para o erário publico, “mas já vai em mais de cinco mil milhões de euros”.

Considerou ainda que o Governo do PS mentiu “quando garantiu que a venda do Novo Banco era a melhor forma de travar o gasto de dinheiro público com o ex-BES”.

“Sempre dissemos: se nós pagamos, mais vale sermos donos. O banco devia ter ficado para o Estado, porque nós continuamos a pagar um banco que, de facto, foi entregue a acionistas privados, foi entregue a uma multinacional”, acentuou, concluindo: “Estamos a pagar os lucros dos outros. Nacionalizámos prejuízos e continuamos a pagar esses prejuízos”.

O Novo Banco vai pedir uma injeção de capital de 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução, divulgou o banco.

No ano passado, para fazer face a perdas de 2017, o Novo Banco já tinha recebido uma injeção de capital de 792 milhões de euros do Fundo de Resolução, pelo que, a concretizar-se o valor pedido agora, as injeções públicas ficarão em mais de 1.900 milhões de euros.

Catarina Martins recordou em Amarante que o BE defendeu que Estado devia ter nomeado um administrador “para poder controlar o que estava a acontecer”.

“O Estado não nomeou nenhum administrador e agora vem Mário Centeno [ministro das Finanças] dizer que quer uma auditoria. É trancas à porta depois da casa roubada, não tem nenhum sentido”, rematou.

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