Chama-se Tonale e é o passaporte da Alfa Romeo rumo à electrificação. Apresentado no Salão de Genebra como protótipo, este SUV de dimensões compactas vai chegar ao mercado em 2021, com a assumida ambição de conquistar muitos clientes no segmento que mais está a crescer.

Para garantir uma entrada em grande no domínio da electrificação, o construtor de Arese esgrime os trunfos que mantém fiel a comunidade de alfistas espalhada por esse mundo fora: um design distinto que remete para o passado, ao mesmo tempo que é moderno, a par da promessa de manter o prazer de condução típico dos modelos da marca, agora reforçado por um motor eléctrico na traseira.

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A marca não avançou detalhes acerca do sistema de propulsão, apenas garantindo que o recurso eléctrico “abre caminho a novas soluções tecnológicas que oferecem condução dinâmica e maximizam a tracção e o prazer de uma condução desportiva”. Em reflexo disso, os habituais modos de condução geridos pelo Alfa D.N.A. evoluem. O “Dynamic” passa a “Dual Power” e extrai a máxima potência dos dois motores (eléctrico e de combustão), com o condutor a poder selecionar no sistema de infoentretenimento o botão E-mozione, o que lhe permite usufruir de uma programação do acelerador mais atrevida, mas também de uma resposta à travagem mais incisiva e direcção mais precisa. No extremo oposto encontra-se o “Advance E”, o actual “Advance Efficiency”, que visa proporcionar o melhor desempenho em modo exclusivamente eléctrico. Ou seja, sem sofrer qualquer alteração na designação e na funcionalidade, apenas se mantém o “Natural”, modo em que é o próprio veículo a gerir automaticamente o recurso ao motor eléctrico ou de combustão.

Traços do passado, mas apontado ao futuro

Por fora, o protótipo do primeiro SUV Alfa Romeo híbrido plug-in é todo um elogio ao passado e aos modelos mais emblemáticos do fabricante italiano. Basta olhar para as jantes de 21 polegadas, que nos transportam até 1960 e convocam a imagem do icónico 33 Stradale, com as suas jantes em forma de disco de telefone.

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Na frente, mantém-se a tradicional grelha em “V”, com uma entrada de ar a toda a largura do para-choques. E, para reforçar o carácter desportivo deste SUV, faróis rasgados a lembrar modelos como o SZ, Brera e 159. De lado, uma linha de cintura elevada em direcção à traseira, enquanto o tejadilho descreve uma linha descendente até culminar no spoiler que encima o portão da bagageira. Este conjunto resulta numa imagem inequivocamente desportiva, mas ficamos com algumas dúvidas se a estética não irá sacrificar a visibilidade de quem segue nos bancos de trás. Sem dúvida uma concessão ao estilo que, conforme modelos como o Range Rover Evoque vieram provar, não condicionam intenções de compra.

No interior, há lugar para quatro e uma configuração virada para o condutor, com este a dispor de um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas, enquanto um segundo ecrã táctil, de 10,2”, é a porta de entrada para um novo sistema de infoentretenimento, com direito a duas apps: “Alfista” e “Paddock”. Destaque ainda para o revestimento em pele e Alcantara e para os painéis translúcidos iluminados, solução que é aplicada, por exemplo, no túnel central.