A primeira vez que li sobre a ilha de Ko Kood foi no The Guardian, onde aparecia descrita como “o último paraíso perdido na Tailândia”. Fui à caça do tesouro e encontrei-o. E ainda é melhor do que tinha imaginado.

Não fica ao virar da esquina é verdade. Para lá chegar, a partir de Bangkok, vi-me metida numa van durante cinco horas e num barco durante 1h30. O paraíso pode existir mas ninguém disse que era fácil lá chegar. Mas que existe, existe, e o jornal inglês estava cheinho de razão.

Areia branca, coqueiros, praias a perder de vista quase sem ninguém, água azul turquesa, verde esmeralda, azul magenta, verde jade, transparente, cálida, sem garrafas de plástico a boiar, onde ainda se pode mergulhar sem se correr o risco de bater com a cabeça na hélice de um barco. Baías de sonho, perfeitas para passeios longos de mãos dadas às beira-mar.  Pequenos restaurantezinhos de praia com comida maravilhosa e empregados super simpáticos que ainda não estão fartos de turistas.

Em Ko Kood ainda não há vendedores ambulantes, nem colunas monstras a debitar trance music, chill out ou afins, nem sunset parties, mas há sunsets lindos. Canais com margens de mangal, uma floresta com embondeiros centenários de raízes retorcidas de tamanho gulliverniano, cascatas e aldeias palafitícas com pescadores de sorriso genuíno e viveiros de ostras frescas e ouriços do mar.

Uma população de 2 mil pessoas que ainda não se cansaram de turistas, pequenos lodges com meia dúzia de quartos, perdidos no meio da paisagem, baloiços pendurados nas palmeiras, pontões de madeira que entram pelo mar adentro por onde apetece caminhar até ao horizonte. Se isto não é o paraíso não sei o que será.

E aqui ficam meia dúzia de coordenadas desde que prometa que não conta a ninguém ;-)

High Season Pool Vilas

Um lodge de sonho, mesmo à beira mar, no meio de uma vegetação luxuriante. Cada bungalow tem uma piscina privativa e tudo aquilo que se pode querer para uns dias inesquecíveis. A praia é linda, há massagens à beira mar, um spa interior para os mais tímidos, uma piscina de dimensões olímpicas para quem se canse da privacidade do quarto, um pequeno almoço de rei, um bar na praia com happy hour ao por do sol. E ainda tem um restaurante italiano para quem esteja cansado do picante tailandês.
As crianças têm um Kids Club, os pais têm umas redes à sombra dos coqueiros para se deitarem a ouvir o mar. É preciso mais?

http://www.highseasonresort.com

Mangrove

O restaurante perfeito para almoçar, à beira do canal, no meio do mangal, comida tailandesa do melhor, sabores ricos sem estarem disfarçados para turistas. No fim ainda pode aproveitar para dormir a sesta ou ler um livro deitado numa das redes que têm sobre a água.

Ai Noi

Uma aldeia de pescadores que vale a pena conhecer, construída sob palafitas. Têm várias lojinhas, restaurantes de peixe e marisco, barcos de pesca, crianças a brincar e velhotes sentados a sorrir para quem passa. Se tiver tempo prove as ostras e os ouriços do mar.

Me Dee

É um pequeno lodge num dos areias mais extensos da ilha, na praia de Ao Tao Pao e tem um ótimo restaurante para almoçar entre dois mergulhos. Também é um spot fantástico para ver o pôr do sol.

Fishermen Hut

Para mim é o melhor restaurante da ilha. Um ambiente super cool e peixe grelhado do melhor. Provei a barracuda – vem acompanhada de vários molhos picantes e de legumes salteados – e foi um autêntico manjar dos deuses. Ainda por cima têm vinho branco chileno a preços não pornográficos, como normalmente se vê por estas paragens.
Reserva mais que obrigatória. Tel: +66 92 494 3600

Como ir

A companhia aérea Aeroflot voa de Lisboa para Bangkok com tarifas a partir dos 520 euros. De Bangkok tem que reservar um transfer para o porto de Laem Sok.  Pode fazê-lo através do site 12go.asia. São cerca de 5 horas de carro. Aqui apanha o barco – 1h30 – para Ko Kood. Pode reservar o barco através do site Ferry Samui.