Bloco de Esquerda

Bloco de Esquerda pediu a Costa e a Marcelo fim do impasse na contagem do tempo de serviço

Depois de ter pedido o impasse na contagem do tempo de serviço dos trabalhadores, Catarina Martins repetiu o pedido a Marcelo Rebelo de Sousa. Encontro aconteceu no Palácio de Belém.

TIAGO PETINGA/LUSA

A coordenadora do Bloco de Esquerda transmitiu esta segunda-feira ao Presidente da República, tal como fez numa reunião com o primeiro-ministro a semana passada, ser preciso desbloquear o impasse entre Governo e trabalhadores dos Estado sobre a contagem do tempo de serviço.

Catarina Martins liderou a comitiva do Bloco de Esquerda que segunda-feira se reuniu com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa, no âmbito dos contactos regulares com todos os partidos, aproveitando para anunciar uma reunião que os bloquistas tiveram com o primeiro-ministro, António Costa, na semana passada.

“Nós reunimos a semana passada com o senhor primeiro-ministro e agora transmitimos ao senhor Presidente da República que achamos que é necessário desbloquear uma situação de impasse entre o Governo e os trabalhadores do Estado”, referiu.

Admitindo que “não é possível no último ano da legislatura acolher todas as reivindicações ou fazer tudo de uma vez”, para a coordenadora do Bloco de Esquerda “há uma reivindicação essencial e que pode desbloquear a situação”, dando assim “melhores condições aos serviços públicos, aos trabalhadores e a todos os utentes”.

“É a contagem do tempo de serviço para efeito de descongelamento das carreiras e permitindo, portanto, a progressão nas carreiras”, concretizou.

De acordo com Catarina Martins, o Bloco de Esquerda aproveitou este encontro em Belém para transmitir a posição “sobre uma matéria que tem sido de complicada resolução em Portugal, que tem criado algum mal-estar e que tem a ver com os trabalhadores dos serviços públicos em Portugal”.

“Não é aceitável, seja nas escolas, no Serviço Nacional de Saúde, nas forças de segurança, nos tribunais, onde quer que seja, que trabalhadores que têm 15 anos de serviço estejam a receber o mesmo que trabalhadores que começaram a trabalhar agora”, criticou.

Para Catarina Martins, “as carreiras têm de contar”, sugerindo que “muitos dos impasses, das greves, das contestações” existentes em vários setores do país “seriam desbloqueadas se o Governo compreendesse que é possível não atender a todas, mas atender a esta da contagem do tempo de serviço, de uma forma faseada”.

“Chamamos particular atenção para a necessidade de nessas negociações ser possível atender a esta reivindicação básica dos enfermeiros e das enfermeiras, que o seu tempo de serviço seja contado”, acrescentou.

Proteger “os serviços públicos, o Serviço Nacional de Saúde, o regular funcionamento dos serviços públicos em Portugal”, na perspetiva da líder bloquista, exige “algum passo para desbloquear estas relações”.

“E achamos que a contagem do tempo de serviço para a progressão das carreiras pode ser esse primeiro passo, que está ao alcance do Orçamento do Estado em vigor e pode permitir, não só respeitar quem trabalha nos serviços públicos, mas também as melhores condições para os seus utentes, ou seja, para toda a população”, insistiu.

Questionada sobre qual foi a resposta do Governo a esta posição na referida reunião com António Costa, Catarina Martins respondeu apenas que o BE tem “divergências com o Governo sobre esta matéria”, não adiantando se houve algum avanço.

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