Aborto

Milhares manifestam-se contra o aborto em Madrid

2.560

"O aborto deve ser banido", disse no local uma manifestante, Alejandra Anton. O mote foi "o direito à vida é para todos, sem exceção". O número dois do Partido Popular esteve na manifestação.

Na manifestação foram lançados balões "em memória dos não nascidos"

JUAN CARLOS HIDALGO/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Milhares de pessoas manifestaram hoje no centro de Madrid contra a interrupção voluntária da gravidez, também conhecida como aborto, que é autorizada em Espanha durante as primeiras 14 semanas de gravidez.

Entoando palavras de ordem como “Sim à vida” e “Juventude Unida lutando pela vida”, os manifestantes marcharam da rua Serrano até à Porta de Alcalá, onde lançaram centenas de balões verdes “em memória dos não nascidos”, nas palavras dos organizadores.

“O aborto deve ser banido. Desde a conceção existe uma vida independente da mãe e que tem todos os direitos”, disse à AFP, Alejandra Anton, uma enfermeira de 32 anos que participou na manifestação com o marido e duas crianças de um ano e meio e três meses.

A manifestação aconteceu numa atmosfera festiva com cartazes como “O direito à vida é para todos, sem exceção”, foi organizada pela plataforma ‘Yes to Life’.

De acordo com a lei espanhola, votada em 2010, as mulheres podem fazer a interrupção voluntária durante as primeiras 14 semanas de gravidez, um atraso na média de outros países europeus.

O Partido Popular (PP, conservador) lançou em 2013 um projeto de reforma para restringir o aborto a alguns casos limitados, mas a controvérsia que se seguiu o levou a retirar seu projeto.

O número dois do PP, Teodoro García Egea, juntou-se à manifestação para defender “a vida, a maternidade, o futuro da Espanha, o futuro das famílias”, como disse aos jornalistas.

Os partidos de esquerda continuam a defender o direito à interrupção voluntária da gravidez; o líder do PP, Pablo Casado, já propôs um retorno à legislação mais restritiva da década de 1980.

Por sua vez, o partido Vox, de extrema-direita, que, segundo as sondagens, entrará no parlamento nacional pela primeira vez nas próximas legislativas, propõe que o aborto seja excluído do sistema público de saúde.

As eleições legislativas estão previstas para 28 de abril, e as sondagens dão a vitória aos socialistas do PSOE, do atual chefe de Governo, Pedro Sánchez, mas o PP, os liberais do Cidadãos e o Vox, juntos, podem somar lugares suficientes para formar uma coligação.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Aborto

Os inviáveis

José Miguel Pinto dos Santos
565

A contradição-interna mais gritante do estado“-social” é que, sob o pretexto de defender umas pessoas vulneráveis, permite que se liquidem outras pessoas ainda mais vulneráveis.

Eleições

A voz e o voto pró-vida em Portugal

José Maria Seabra Duque
209

Vamos entrar em ano de eleições, primeiro europeias, depois legislativas, e a Federação Portuguesa pela Vida vai lançar um questionário a todos os partidos e cabeças de listas que a elas concorrerem.

Saúde

A necessidade da informação na Saúde Mental

Miguel Mealha Estrada
454

Existem mitos que podem ser fatais: “quem se quer matar não avisa”. A verdade é que 80% dos jovens avisam que se vão suicidar, sendo que esses avisos não devem ser ignorados, antes levados bem a sério

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)