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Adolf Hitler

A última confissão de Hitler: disse ao piloto que se suicidava para escapar ao exército russo

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"Os meus generais traíram-me. Os meus soldados não me querem seguir. E eu já não posso continuar. Podia ficar no bunker mais alguns dias, mas tenho medo que os russos nos atirem gás", disse Hitler.

Adolf Hitler em 1933, 12 anos antes de dizer, nas vésperas do suicídio: "Nem quero imaginar o que me fariam os russos se me apanhassem vivo".

Heinrich Hoffmann/Hulton Archive/Getty Images

Estavam escondidas num livro de memórias de 1957 as palavras finais de Adolf Hitler. Hans Baur, o piloto pessoal do líder nazi, revela na sua autobiografia (“Eu fui o piloto de Hitler”) como se despediu o Führer antes de suicidar-se num bunker em Berlim: “Quero despedir-me de ti. Chegou o momento. Os meus generais traíram-me. Os meus soldados não me querem seguir. E eu já não posso continuar“.

O livro foi re-editado em 2013 em inglês, mas só agora captou atenção mediática. Na autobiografia, citada pelo ABC, Baur garante que o Führer temia sofrer se fosse capturado pelo exército russo, tendo preferido matar-se quando soube da chegada dos soviéticos à capital alemã, quase no final da Segunda Guerra Mundial. “Podia ficar no bunker mais alguns dias, mas tenho medo que os russos nos atirem gás. Temos extratores, mas não confio neles. Nem quero imaginar o que me fariam os russos se me apanhassem vivo“.

O piloto confirma, no mesmo livro, que foi proposto por vários dirigentes do Partido Nazi que Hitler e outros oficiais alemães deixassem o país, partindo para o exílio na Argentina. Todos temeriam a possível violência dos soldados da Rússia, liderada por Estaline.

Mas Hitler terá recusado repetidamente fugir do país: “Nem me passa pela cabeça abandonar a Alemanha. Podia ir para Flensburgo [no norte da Alemanha], onde o Dönitz [Almiral da marinha nazi] tem o quartel geral, ou para Obersalzberg [casa de férias de Hitler na Bavária], mas daqui a umas semanas tinha o mesmo problema que agora”.

Antes, Adolf Hitler ainda terá tentado convencer Baur a deixar Berlim para ajudar de fora a defesa da cidade. “Sai daqui”, disse ao piloto, continuando: Já não preciso de ti. Traz-me bazucas, porque precisamos delas urgentemente para combater. Mas não aterres, atira-as do avião. Eu tenho de ficar aqui para a queda de Berlim, mas tu és mais útil lá fora“.

O líder nazi, responsável pela morte de 17 milhões de civis no Holocausto, estava resignado com o papel que lhe caberia na história mundial: “Amanhã milhares de pessoas falarão mal de mim, mas esse é o meu destino. Um homem tem de ter a coragem de encarar as consequências”.

Após o suicídio, a 30 de abril de 1945, de Adolf Hitler e da mulher, Eva Braun — com quem se casou menos de 48 horas antes de morrer — foi Hans Baur o responsável por cremar os corpos. Como pagamento por vários anos de serviço, Hitler deu ao piloto um retrato de Frederico o Grande (rei da Prússia de 1740 a 1786) avaliado em cerca de 100 mil euros. O aviador foi baleado numa perna enquanto tentava fugir do bunker, após a morte de Hitler, e capturado pelos russos.

Hans Baur fazia parte do círculo íntimo de Adolf Hitler, tanto que foi das poucas pessoas de quem o líder nazi se despediu. Ainda assim, os serviços de espionagem britânicos terão tentado recrutar Baur para sequestrar Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. O piloto terá recusado.

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