Todas as atenções estão na América do Norte. Já não tanto pelo conflito entre Washington e Teerão, que continua a ocupar uma posição relevante no espaço mediático, mas pelos 48 países que estão representados no México, nos Estados Unidos da América e no Canadá para o Mundial, que começou a 11 de junho.
Por ser o Campeonato do Mundo com mais participações de sempre, a edição de 2026 recebeu vários estreantes da competição, países ou territórios autónomos que nunca tinham chegado perto do maior palco do futebol internacional.
Um dos exemplos é Curaçau. Uma ilha na América do Sul com cerca de 160 mil habitantes que pertence ao Reino dos Países Baixos, mas que nunca se tinha aproximado do quadro final da competição. A estreia aconteceu a 14 de junho, contra um dos grandes favoritos para vencer o Mundial.
A Alemanha entrou em campo confiante, como a potência futebolística que está habituada às fases finais do Campeonato do Mundo e de levantar o troféu sagrado. O resultado, por isso, não surpreendeu os adeptos da modalidade. Apesar do golo aos 21 minutos, que por si só já foi um marco histórico, os sete marcados pela seleção germânica deram pouca margem para a celebração da elevada percentagem da população de Curaçau que se deslocou até Houston.
Mas, fora o resultado e a “onda azul” que se destacaram nesta partida inédita, houve um outro momento que ficou viral nas redes sociais. No 50.º minuto de jogo, os telespectadores terão sido apresentados a um “convidado surpreendente” a assistir na plateia nos Estados Unidos. Com um cabelo e uma cara inconfundíveis, apesar de não ter bigode, o convidado é descrito como um sósia de Adolf Hitler.
No entanto, as imagens não são verdadeiras. Voltando à emissão oficial, por volta do momento relatado nas publicações, verificámos que o homem retratado inicialmente como sendo igual ao ditador de origem austríaca é, na verdade, alguém sem qualquer tipo de semelhança física com Hitler, com cabelo grisalho e sem bigode.
E, após a passagem da imagem pela plataforma HiveModeration, conclui-se que a montagem foi feita com recurso a inteligência artificial.
Conclusão
As imagens que mostram um sósia de Adolf Hitler na plateia a assistir ao jogo entre a Alemanha e Curaçau no Mundial, nos Estados Unidos da América, foram geradas por inteligência artificial e colocadas sobre um adepto sem semelhanças físicas com o ditador.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.