O líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, criticou esta quarta-feira a “cedência do PS ao velho PS” no Programa de Estabilidade apresentado, que “desiste do caminho” feito durante estes quatro anos.

Na discussão do Programa de Estabilidade que na manhã desta quarta-feira decorre no parlamento, Pedro Filipe Soares reiterou que um documento destes em “vésperas de umas eleições legislativas significa muito pouco”, deixando claro que “este debate não serve para grande coisa”.

“Há um debate em curso sobre aquilo que apresentaram: é que nós percebemos que há uma cedência do PS ao velho PS”, acusou o líder parlamentar do BE, dirigindo-se à bancada do Governo e aos deputados socialistas.

A cedência, na perspetiva do BE, é “ao PS que ignora que a recuperação de rendimentos foi o pilar fundamental para a recuperação da economia” ou ao PS que “ignora que foi o aumento dos salários, particularmente, o salário mínimo nacional, que retirou pessoas de uma indignidade de trabalhar e mesmo assim continuar na pobreza”. “Um PS que desiste do caminho que nós fizemos durante quatro anos e apresenta um Programa de Estabilidade que tem como objetivo o superavit das contas públicas”, sublinhou.

Pedro Filipe Soares condenou a “quase razia” no investimento público e a falta de prioridade dada à defesa dos serviços públicos. “A prioridade é o superavit das contas públicas. Ainda mais alemão do que os ministros alemães das finanças, dirá qualquer analista”, ironizou.

Para o líder parlamentar bloquista, este Programa de Estabilidade “tem uma consequência no ano de 2019”, que é o facto “de todos os euros criados” pelo crescimento económico alcançado irem “direitinhos para o buraco do Novo Banco”.