A Juventus já não tem nada por que lutar na Serie A. Com a Liga italiana conquistada, resta à equipa de Cristiano Ronaldo vencer as jornadas que restam e provar, uma vez mais, que são de longe o melhor conjunto em Itália. Este sábado, contra o Inter Milão, o significado do encontro estava para além do que mais três pontos na classificação e ditava a superiorização a uma das principais equipas italianas. E podia até ter sido uma espécie de reencontro de jogadores da Seleção Nacional — mas não foi.

Se os dois portugueses da Juventus, Cristiano Ronaldo e João Cancelo, foram ambos titulares, os dois portugueses do Inter, João Mário e Cédric, foram ambos suplentes. A equipa de Milão colocou-se em vantagem logo ao minuto sete, com um autêntico míssil de Rajda Nainggolan de fora de área no seguimento de um canto. O conjunto orientado por Luciano Spalletti, que dificilmente chegará ao segundo lugar onde está o Nápoles mas que também não deve deixar fugir o terceiro para a Roma, já foi eliminado da Liga Europa (pelo surpreendente Slavia Praga, que caiu nos quartos de final com o Chelsea mas marcou dois golos em Stamford Bridge) e também já ficou desprovido de grandes objetivos internos, ainda que por maus motivos, há algum tempo. Por isto mesmo, o Inter via uma vitória em casa perante a Juventus como uma pequena vitória para apimentar uma temporada, mais uma, sem grandes motivos para sorrir.

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Na segunda parte, Massimiliano Allegri deixou claro que procurava um resultado positivo e no espaço de dez minutos lançou Spinazzola e Moise Kean. Foi Cristiano Ronaldo, porém, que no seguimento de um toque de calcanhar delicioso de Pjanic e de pé esquerdo atirou rasteiro e encostado ao poste para empatar a partida. Depois de se tornar o primeiro jogador da história a sagrar-se campeão em Inglaterra, Espanha e Itália, o avançado português chegou aos 600 golos ao serviço de todos os clubes por que já passou, entre Sporting, Manchester United, Real Madrid e Juventus.

Até ao final, João Mário ainda entrou e o jogo foi ficando progressivamente mais partido, com as equipas a perderem discernimento nas transições defensivas e a abrirem espaços que motivaram ocasiões de perigo. No dia do golo 600 de Cristiano Ronaldo, o avançado ainda voltou a estar perto do golo mas a Juventus não foi além de um empate com o Inter Milão que há muito deixou de ser o todo poderoso italiano que ganhou tudo o que havia para ganhar em 2010, com José Mourinho.