Já arrancou a produção do primeiro eléctrico da Mercedes, o SUV EQC, construído na fábrica alemã de Bremen, onde também nascem o Classe C e os SUV com motores a combustão GLC e GLC Coupé, que partilham com o novo eléctrico a plataforma (com ligeiras alterações para ter o fundo plano e acomodar melhor as baterias), as suspensões e a linha de produção.

O EQC marca igualmente o início da aventura eléctrica da Mercedes, com Britta Seeger, membro do conselho de administração da Daimler AG, a casa-mãe da Mercedes, a salientar que se “o novo SUV marca os primeiros passos da Mercedes na nova era da mobilidade, é igualmente parte da família de veículos 100% eléctricos que vai continuar a crescer, mas mantendo a tradicional qualidade, segurança e conforto da marca”.

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A Mercedes revelou ainda que Bremen não só produzirá o novo EQC, como controlará o arranque da produção do SUV eléctrico na China, prevista para até final de 2019, onde o modelo será construído pela Beijing Benz Automotive Co, uma joint venture entre construtores alemães e chineses. Posteriormente, o EQC será também fabricado em Rastatt e Sindelfinger, na Alemanha, em Hambach (em França, na antiga fábrica da Smart) e Tuscaloosa, nos EUA.

O EQC já está à venda na Alemanha, por 71.281€, devendo começar a ser entregue no mercado português a partir de Outubro, por 78.450€. Como termo de comparação, o Jaguar I-Pace é proposto por valores a partir de 80.921€, o Audi e-tron por 84.576€ e, por 88.800€, o Tesla Model X. Estes valores tornam o EQC o SUV de luxo mais barato do mercado.

A marca alemã não divulga em WLTP a autonomia do novo SUV, equipado com dois motores de 150 kW cada, cerca de 204 cv (o que lhe assegura um total de 408 cv), uma vez que ainda está em processo de homologação. Avança contudo consumos entre 20,8 kWh/100 km e 19,7 kWh/100 km, calculados segundo o antigo método NEDC, para depois anunciar uma autonomia (sempre em NEDC) de 445 a 471 km. Porém, com 80 kWh de bateria (se ela fosse 100% utilizável), estes consumos garantem apenas uma autonomia entre 385 km e 406 km.

Enquanto isto, no site português da Mercedes é mencionado um consumo de 22,2 kWh, revelando que são valores provisórios, o que levanta ainda mais dúvidas em relação à autonomia real do EQC, segundo a norma WLTP, que deverá ser conhecida em breve.