A Comissão Europeia prevê que o défice tenha uma ligeira redução em 2019, de 0,5% para 0,4% do PIB, enquanto o saldo sem medidas extraordinárias (impacto do Novo Banco) se mantém inalterado, com um excedente de 0,2% do PIB.

Para 2020, assumindo que não há alterações de política, o saldo deve melhorar 0,1% do PIB, segundo as contas da Comissão.

Em relação à dívida pública, depois de cair 3,3 pontos percentuais em 2018, para 121,5% do PIB, deve agora descer para 119,5% este ano e ainda mais para 116,6% em 2020.

Bruxelas continua ainda a prever um abrandamento da economia portuguesa em 2019 e 2020, estimando que avance 1,7% nesses anos, menos do que o previsto pelo Governo, cujas estimativas são de 1,9% em 2019 e 2020.

Nas previsões da primavera divulgadas esta terça-feira em Bruxelas, o executivo comunitário estima que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) continue a registar “uma expansão moderada”, suportada pelo crescimento do investimento e do consumo privado, cujo comportamento compensa parte do impacto negativo do comércio externo.

Bruxelas estima, assim, que em 2019 a economia avance 1,7%, apontando para o mesmo valor em 2020, depois de ter crescido 2,1% em 2018. Ou seja, manteve o que já constava nas previsões que de inverno.