Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo diz que enfraquecer os laços entre Europa e Estados Unidos é “uma espécie de suicídio”

O Presidente da República falou em Europa "irrealista e distraída" e apelou à preservação do "vínculo transatlântico". Marcelo falou na necessidade de trabalhar em conjunto e a longo prazo.

Marcelo criticou ainda a Rússia e a China por usarem armas da cibersegurança

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O Presidente da República defendeu esta quinta-feira que se a Europa enfraquecer os laços com os Estados Unidos da América “está a cometer uma espécie de suicídio” e que o mesmo será “um grande erro” para os norte-americanos.

O Presidente da República descreveu o atual quadro global como “crescentemente multipolar” e apelou à preservação do “vínculo transatlântico” entre Europa, Estados Unidos da América e Canadá e entre a União Europeia e a NATO.

Neste contexto, uma Europa irrealista e distraída que permite que os seus laços com os Estados Unidos da América e o Canadá se enfraqueçam está a cometer uma espécie de suicídio”, defendeu Marcelo.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que Estados Unidos da América e Canadá também “estarão a cometer um grande erro” se optarem por “questionar os seus laços com a Europa, com políticas isolacionistas, protecionistas, de vistas curtas”.

Trabalhemos juntos, então, no campo da cibersegurança também, e trabalhemos numa visão de longo prazo. Porque presidentes, Governos, maiorias parlamentares passam, enquanto os valores que nos unem e as pessoas que servimos permanecem”, pediu.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou esta mensagem no encerramento da 5.ª Conferência Internacional da NATO sobre Cibersegurança, na Academia Militar, na Amadora.

Em inglês, Marcelo falou ainda indiretamente da Federação Russa e da República Popular da China, alertando para os riscos que decorrem da forma como “ambos usam as armas da cibersegurança, ou antes, da ciberinsegurança dos outros”. “Usam-nos para apoiar aberta ou discretamente os atores políticos, sociais ou mediáticos que podem dividir ou enfraquecer os seus concorrentes, para não dizer adversários”, afirmou, referindo-se à Rússia como “um poder à procura de espaço vital para compensar a transição de global para regional” e à China como um poder “que está a emergir como global”, sem os nomear.

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