A organização não-governamental (ONG) húngara Unhack Democracy Europe considera que as eleições legislativas na Hungria de 2018, que deram a vitória ao atual primeiro-ministro, foram manchadas por uma “grande fraude”, com a intimidação de eleitores.

Num relatório divulgado este sábado, a organização refere que o partido nacional-conservador de Viktor Orbán, eleito em 2018 para um terceiro mandato como primeiro-ministro, obteve cerca de metade dos votos e dois terços dos assentos no parlamento à custa de múltiplas falsificações.

Da lista de embustes apontados pela Unhack Democracy Europe constam o transporte de eleitores desde países vizinhos como a Ucrânia, a intimidação ou a corrupção de eleitores, em particular das aldeias, a falsificação de boletins de voto por correspondência, o desaparecimento de boletins e falhas na logística eleitoral.

Face ao diagnóstico feito, a organização receia pela integridade das eleições europeias, que se realizam em 26 de maio, uma vez que a autoridade eleitoral húngara que fez a contagem de votos nas legislativas de 2018 é a mesma.

Nas sondagens para as eleições europeias, o partido de Viktor Orbán, o Fidesz, surge à frente com cerca de 50% das intenções de voto.