Abstenção desceu em território nacional

É a taxa de abstenção mais elevada de sempre em eleições Europeias. Só que uma leitura mais fina mostra que, sem contar com o voto de emigrantes, houve uma inversão pela primeira vez este século.

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JOAO RELVAS/LUSA

JOAO RELVAS/LUSA

Os valores de participação nestas eleições são historicamente baixos, mas, se for expurgada a votação de portugueses no estrangeiro, a abstenção desceu ligeiramente face às últimas Europeias. Mesmo em termos percentuais: em território nacional, a abstenção atingiu os 64,68%, face aos 65,34% de 2014. Em termos absolutos, há um aumento de quase 22 mil votos, num cenário em que os cadernos eleitorais perderam 113 mil inscritos em território português.

Só juntando a votação de emigrantes, como se pode verificar no gráfico, é que se atinge um valor recorde este ano para a totalidade dos eleitores: 69,27% (era 68,64% antes de fechados os últimos consulados), acima dos 66,09% das eleições anteriores.

E porque é que importa fazer este ano a distinção? Porque, de uma eleição para a outra, com o novo recenseamento automático, o número de inscritos no estrangeiro engrossou em mais de um milhão e duzentos mil (para um total de 1.431.825 eleitores). Já contados todos os consulados, votaram perto de 14 mil emigrantes, ainda assim mais do triplo das eleições anteriores (cerca de 4.500 votantes).

No total, já contando com os emigrantes, a abstenção atinge o maior registo desde que se realizam eleições para o Parlamento Europeu, em 1987.

Nestas eleições houve ainda uma ligeira queda nos votos em branco (4,25% do total, face aos 4,41% de 2014) e nos votos nulos (2,68%, face aos 3,06% de 2014).

Notícia atualizada com nova taxa de abstenção e contagem final dos consulados

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