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Nações Unidas

Mundo atrasou-se a cumprir objetivos da ONU para igualdade de género, diz ONG

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Uma organização não-governamental (ONG) especialista em políticas de igualdade de género defendeu que nenhum país alcançou um nível satisfatório nesse domínio. Estudo mostra falta de vontade política.

Finlândia, Suécia, Noruega e Holanda estão mais próximos dos objetivos de desenvolvimento.

FELIPE TRUEBA/EPA

Uma organização não-governamental (ONG) especializada em políticas de igualdade de género defendeu na terça-feira que nenhum país alcançou um nível satisfatório nesse domínio, deixando o mundo muito atrasado nos objetivos da ONU para 2030.

Em 2015, os Estados membros da ONU adotaram, por unanimidade, 17 “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” a serem garantidos até 2030 em múltiplas áreas, incluindo a igualdade de género.

De acordo com a Equal Measures 2030, uma ONG que publica anualmente um relatório de monitorização independente, esses Estados não tiveram um bom começo.

Dos 129 países estudados, nenhum país alcançou plenamente a promessa de igualdade de género (…) Nenhum país alcança uma pontuação geral de ‘excelente’ de 90 [pontos] ou mais, mas a Dinamarca (a 89.3 ), no topo do índice, está próximo “, detalhou a ONG.

“Nós simplesmente não podemos manter as promessas de igualdade feitas a biliões de meninas e mulheres”, disse a diretora da Equal Measures 2030, Alison Holder.

“Ainda mais preocupante para mim é o facto de que 1,4 bilião de mulheres e meninas vivem em países que obtiveram uma pontuação ‘muito fraca’ nesse índice”, acrescentou, questionada pela agência de notícias France-Presse durante uma conferência sobre desigualdade de género em Vancouver, Canadá.

Os países ricos da Europa, casos da Finlândia, Suécia, Noruega ou Holanda estão mais próximos dos objetivos de desenvolvimento. Estados instáveis e pobres, como o Chade, a República Democrática do Congo, o Congo, o Iémen ou o Níger, estão muito distantes.

Há, no entanto, “boas notícias mesmo em países atrasados”, disse Holder. Por exemplo, em proporção, o parlamento do Senegal tem mais mulheres do que o a Dinamarca.

Os resultados da pesquisa mostram uma falta de vontade política, de acordo com Anne-Birgitte Albrectsen, presidente da Plan International, uma organização que contribuiu para o estudo.

Albrectsen afirmou esperar que organizações e ativistas recolham os dados para projetar “campanhas políticas inteligentes para fazer as coisas acontecerem”.

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