Terminaram as campanhas de publicidade para atrair turistas até Bruges, na Bélgica. O presidente da câmara local, Dirk De Fauw, em declarações ao jornal Het Nieuwsblad, destaca a “necessidade de controlar” o fluxo turístico na cidade para que não se torne “uma Disneylândia”.

As primeiras medidas vão para os navios de cruzeiro que habitualmente usam o porto de Zeebrugge, a menos de 20 quilómetros do centro da capital da Flandres Ocidental. Atualmente é permitido que atraquem cinco cruzeiros por dia e o número será reduzido para apenas dois com preferência para dias úteis em detrimento dos fins de semana.

O número de entradas de turistas na cidade por dia será também limitado. O presidente da câmara afirma que “continua a haver espaço para todos”, mas pretende que o turismo praticado na cidade deixe de ser “o das excursões que ficam apenas por três horas e vão embora”, para ser um turismo mais alargado no tempo, que inclua pernoitas nos hotéis da cidade.

Em relação aos números de visitantes, este ano a cidade regista já um aumento de 900 mil em relação a 2018, com 8,3 milhões de turistas. No centro da cidade, já há restrições à transformação de casas em alojamento local e o objetivo é “estender a medida aos subúrbios também”. O município já pediu também ao governo belga que limite a “criação de lojas turísticas monótonas”, por exemplo restringindo a abertura de mais lojas de chocolates.

Também Amesterdão impôs já limites ao turismo para combater aquilo que considera ser a “Disneyficação” da cidade, através do aumento das taxas pagas pelos turistas. Em Itália, Veneza foi uma das primeiras cidades a avançar com restrições ao turismo, bem como a capital Roma e Florença, com multas por mau comportamento ou com a proibição de piqueniques junto a museus, por exemplo.